Exportação de Gás Natural de Cabo Delgado Arranca em Outubro Próximo

Exportação de Gás Natural de Cabo Delgado Arranca em Outubro Próximo

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 A exportação do gás natural liquefeito (LNG) extraído dos campos do Coral Sul, distrito de Palma, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, arranca em Outubro próximo, confirmou o Presidente da República, Filipe Nyusi.

Segundo Nyusi, Moçambique será o primeiro país da África Oriental a exportar LNG.

Nyusi falava durante uma Reunião de Negócios da agenda africana da comunidade dos Presidentes dos Conselhos de Administração (PCAs) e Directores Executivos (CEO’s), evento que teve lugar hoje em Maputo.

“Segundo estimativas a produção inicial poderá contribuir com mais 1,1 pontos percentuais para o crescimento económico no próximo ano, isto é, em 2023”, disse o Chefe do Estado, durante o evento co-organizado pela Associação de Comércio, Indústria e Serviços de Moçambique (ACIS) e Ambrosetti, uma organização italiana que promove negócios entre parceiros europeus e de outras regiões do mundo.

Anunciou que o valor das contribuições da exploração do LNG poderá superar consecutivamente, nos anos de 2023 a 2025.

A plataforma flutuante, pertencente a um consórcio liderado pela petrolífera italiana, Eni, chegou nas águas moçambicanas em Janeiro do ano em curso na baia do Rovuma, onde se encontra ancorada.

É a primeira plataforma em águas profundas do mundo a operar a uma profundidade de água de cerca de dois mil metros.

O projecto deverá produzir 3,4 milhões de toneladas de GNL por ano, ao longo de sua vida útil estimada de 25 anos.

No entanto, para o projecto da Área-1, a Bacia do Rovuma, liderado pela TotalEnergies, as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas, em conjunto com a Missão Militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SAMIM, sigla em inglês) e com as Forças de Defesa do Ruanda, continuam na busca das bases dos terroristas que tem perpetrado ataques esporádicos em algumas aldeias de alguns distritos de Cabo Delgado.

Por isso, Nyusi afirmou que actualmente, “existem sinais de retoma da normalidade porque as nossas Forças junto dos parceiros permitiram conter [os ataques] e expulsar os terroristas nas zonas onde ocupavam, o que tem propiciado o regresso das populações nas suas zonas de origem”.

O Chefe do Estado reitera que o país caminha rumo ao desenvolvimento energético, afirmando que a nível interno, os projectos fundem-se na industrialização baseada no gás natural.

Destacou os investimentos para a produção de energia eléctrica, gás de cozinha, indústria petroquímica e de fertilizantes, áreas que, segundo Nyusi, “irão diversificar e transformar a nossa economia, gerar postos de trabalho e trazer benefícios para a segurança alimentar”.

Aos participantes, o Chefe do Estado disse que têm um papel crucial a desempenhar para garantir a viabilidade das empresas com balanços sólidos, capazes de gerar fluxos financeiros suficientes para fazer face aos endividamentos, acompanhados de modelos de governação que inspiram confiança em mercados financeiros mundiais.

“Normalmente, tem sido muito fácil para mim, quando me perguntam o que é que não existe em Moçambique, porque é pouco; mas quando é para dizer o que é que existe [em Moçambique] então não consigo terminar a lista”, disse.

A ACIS representa cerca de 400 pequenas, médias e grandes empresas, de diversos sectores que actuam no território nacional.

A missão da agremiação consiste na promoção, apoio e protecção dos interesses empresariais e de negócios dos seus membros, de forma particular, e das empresas que operam em Moçambique, no geral.

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