Manica Vai Exportar 400 Toneladas de Litchi Para Mercado Europeu

Manica Vai Exportar 400 Toneladas de Litchi Para Mercado Europeu

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O sector privado na província de Manica, centro de Moçambique, estabeleceu como meta exportar para o mercado europeu, na colheita deste ano, mais de 400 toneladas de Litchi.

Em relação à campanha passada (2021/22), a cifra representa um aumento em um porcento da venda, numa época em que o mercado necessita de mais de seis mil toneladas.

Na província de Manica, a Litchi é produzida em grande escala nos distritos de Báruè, Manica, Sussundenga, e uma parte da região de Macate.

A colheita ocorre num período muito curto. A produtividade normal da lichieira é de 30 a 45 kg/planta.

Há vários anos, a Litchi de Báruè, por exemplo, é exportada, a partir de finais de Outubro de cada ano até Janeiro do ano seguinte (período de colheita), para o mercado europeu.

A governadora de Manica, Francisca Tomás, disse esta terça-feira (22), em Sussundenga, no lançamento da campanha de comercialização da Litchi, constituir desafio do Conselho Executivo Provincial potenciar e assistir produtores desta fruta naquela parcela do país, visando aumentar a produção e produtividade.

“Nosso maior desafio é trabalhar na produção de fruta e outras culturas para conferir à província o estatuto de uma das maiores produtoras e exportadoras do país”, disse Francisca Tomás.

Referiu que para alcançar esta pretensão, o governo e outros intervenientes da cadeia de produção da fruta continuarão a centrar as suas atenções na promoção da produção de mudas e no fomento a nível do sector familiar.

“A assistência técnica aos produtores também é nossa prioridade de forma a obter-se grandes quantidades e qualidade da Litchi. A cada ano queremos aumentar o número de produtores e as áreas produzidas. Sabemos que com a fruta podemos ganhar dinheiro e melhorar a renda familiar e a economia da província e do país, em geral”, afirmou.

No entanto, Francisca Tomás desafiou as empresas fomentadoras e a todas as instituições ligadas à investigação agrária para a necessidade de se introduzir novas variedades de frutas, bem como a expansão da produção para os demais distritos com condições agro-ecológicas favoráveis.

Acrescentou que “nosso desejo é ver mais distritos com melhores condições de produção a serem aproveitados para produzir mais freiras. Mas isso passa pela investigação sobre o solo, clima e a variedade de cada tipo de fruta. Portanto, o nosso desafio é que estas instituições olhem para isso como prioridade para que tenhamos uma resposta em curto espaço de tempo”.

“Queremos que Manica seja campeã na produção de fruta. Tenhamos fruta de qualidade para competir com a produção de outros países e que tenha espaço no mercado internacional”, sublinhou.

A província de Manica tem doze distritos dos quais seis são potencialmente agrícolas, nomeadamente Báruè, Sussundenga, Gondola, Vanduzi, Mossurize e Guro.

A exportação da Litchi a partir da província de Manica para o mercado europeu é feita pela empresa Westfalia Fruto Mozambique Lda (WFM).

A Westfalia Fruto Mozambique é uma empresa moçambicana de capitais privados fundada em 2013. O principal accionista (75% do capital) da WFM é a Westfalia Fruit (Pty) Ltd, parte do grupo Hans Merensky Holdings (Pty) Ltd, uma empresa especializada na produção/fomento, processamento, empacotamento e manuseamento de frutas tropicais.

Dentro da Westfalia encontramos a AgDevCo, fundo de investimento vocacionado para o desenvolvimento que detém o restante capital da empresa.

A Westfalia Fruit fornece ao mercado diferentes frutas, mas é internacionalmente reconhecida pelo fornecimento do abacate, onde é responsável por mais de 20% do consumo do mercado europeu.

Ao longo dos últimos anos, atendendo à janela de produção dos pequenos produtores seus vizinhos, a empresa começou a explorar a oportunidade de processamento e exportação da Litchi.

A empresa realizou um estudo de mercado e, de seguida, mobilizou alguns produtores com quem validou a viabilidade do modelo de negócio.

A mesma tenciona expandir as suas operações em Moçambique estando em processo de aquisição de uma farma de 900 hectares de fruta, no distrito de Báruè.

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