Resultados da Pesquisa de Gás no Búzi Levarão Mais Tempo

Resultados da Pesquisa de Gás no Búzi Levarão Mais Tempo

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Os resultados dos trabalhos de avaliação dos poços perfurados no quadro da pesquisa de gás no bloco do Búzi, na bacia sedimentar de Moçambique, só poderão ser conhecidos dentro de dois anos.

No quadro da pesquisa de hidrocarbonetos no bloco do Búzi, a companhia indonesa Buzi Hydrocarbons PTE Limitada (BHPL), que detém os direitos da concessão de parceria com a Empresa Moçambicana de Hidrocarbonetos (ENH), abriu inicialmente dois furos cujos testes preliminares comprovaram a existência de gás de natural.

Concluída a perfuração a empresa iniciou os trabalhos de avaliação das reservas a fim de determinar as quantidades e a viabilidade comercial do gás descoberto.

Em contacto recente como “Notícias” o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional de Petróleo, Nazário Bangalane, explicou que caso se confirme a viabilidade de uma exploração comercial a empresa deverá apresentar um plano de desenvolvimento a ser aprovado pelo Governo.

Os trabalhos de perfuração nesta área iniciaram em princípios de 2020, mas foram depois interrompidos quando se trabalhava no segundo furo, designado BS-2 (Búzi Supercial-2), devido à incidência da Covid-19.

Na altura da interrupção o furo havia atingido a profundidade de 836 metros dos 1548 programados, estando localizado a uma distância de um quilómetro do primeiro poço, designado BS-1.

Os testes iniciais realizados ano passado no BS-1 revelaram-se encorajadores.

Na altura este furo havia atingido a profundidade de 1567 metros com manifestações de ocorrência de gás natural.

“Após a empresa Buzi Hydrocarbons ter concluído com sucesso a perfuração de dois furos de pesquisa em 2020/2021 (Furo BS-1 e BS-2) e que culminaram com a notificação de descoberta de gás natural nas formações de Grudja Superior e Grudja Inferior, entrou-se em trabalhos de avaliação que poderão exigir a aquisição de dados de sísmica 2D/3D adicional e a abertura de furos de avaliação”, detalhou fonte próxima dos trabalhos.

A prospectividade do bloco do Búzi foi despolectada no tempo colonial, o que levou à realização, em 1962, do furo Búzi-1 pela Gulf/Amoco, que revelou a existência de gás natural na zona.

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