Iliteracia Digital Dificulta Implantação do Ensino à Distância em Moçambique

Iliteracia Digital Dificulta Implantação do Ensino à Distância em Moçambique

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As autoridades moçambicanas manifestam a sua preocupação com a manifesta incapacidade no uso de ferramentas tecnológicas por um número considerável de professores e alunos no ensino secundário, algo que dificulta a implantação do ensino à distância no país.
Outras dificuldades estão relacionados com a produção de conteúdos adaptados ao ensino digital, bem como ao acesso aos módulos de ensino. Por isso, são apontados como o “calcanhar de Aquiles”, facto que exige uma política de formação do corpo de professores para responder aos objectivos do Sistema Nacional de Educação rumo à inclusão digital.

Para reverter a situação, o governo moçambicano e parceiros mobilizaram 45 mil dólares norte-americanos para o ensino à distância, que serão usados para acções de formação e apetrechamento das salas de informática com computadores e tabletes.

A informação foi partilhada hoje, em Maputo, pelo director-geral do Instituto de Educação Aberta a Distância (IEDA), Manuel Simbine, em entrevista à AIM, a margem da 12ª edição da Conferência e Feira Educa-Moçambique, um evento de dois dias em curso na cidade de Maputo.

“Os nossos professos têm ainda o problema de iliteracia digital, não sabem usar o equipamento. Podemos colocar o equipamento nas escolas, mas poucas vezes é usado. É preciso um treinamento dos professores”, disse a fonte.

Como forma de ultrapassar os constrangimentos, o sector de educação em Moçambique está a desenhar um projecto intitulado “um professor, um computador”, para permitir que tenham domínio das tecnologias de informação e comunicação na pedagogia.

A fonte avançou que, de um universo de 160 mil professores, apenas 20 mil dominam as TICs. Por isso, urge formar mais professores no uso do computador no processo de ensino e aprendizagem, o que vai permitir a democratização do ensino e torná-lo mais aberto e acessível a todos.

“Quando falo de TICs na pedagogia, não estou a falar do uso de computador como equipamento de dactilografia, mas sim, o uso do equipamento para o processo de ensino e aprendizagem”, vincou.

O plano do sector de educação para os próximos quatro anos tem como meta equipar 480 escolas secundárias a nível de todo o país com equipamentos digitais, o que corresponde a uma cobertura de 80 porcento, sendo que, um dos desafios inclui s ligação a corrente eléctrica com recurso a energia fora da rede, nos locais onde a rede pública é inexistente.

“Neste momento vamos arrancar com 37 escolas das zonas rurais que não estão cobertas pela rede eléctrica pública”, disse.

“Em termos de conectividade a fonte assegura que já há contactos avançados com as operadoras nacionais que estão interessadas em disponibilizar internet nas escolas para a materialização do projecto”, vincou.

Refira-se que, o país conta com um universo de pouco mais de 70 mil alunos no programa do ensino secundário à distância, dos quais 21 mil estudam via módulos e os restantes através do material impresso. O número dos estudantes que frequentam o ensino a distância representa cerca de 5,4 porcento do total de alunos no ensino secundário.

O MINEDH estabeleceu como meta inscrever 10 porcento dos alunos do nível secundário no ensino à distância.

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