Banco Central Comparticipa Com 50% na Factura de Importação de Combustíveis

Banco Central Comparticipa Com 50% na Factura de Importação de Combustíveis

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O Banco de Moçambique (BM), o regulador do sistema financeiro nacional, joga um papel crucial na compra de combustíveis, comparticipando com cerca de 50 porcento do custo total da factura.

Os bancos comerciais cobrem o remanescente.

De Janeiro a Maio deste ano a factura de combustíveis foi de 368 milhões de dólares norte-americanos. Do montante, o Banco de Moçambique entrou com 201 milhões de dólares, uma comparticipação na ordem de 54 porcento.

A cifra desembolsada pelo banco central pode ser interpretada como sinal de ganho de alguma robustez financeira por parte dos bancos comerciais nos últimos anos, tendo em conta que, no passado, a comparticipação do Banco de Moçambique já esteve muito acima dos níveis actuais.

A informação foi partilhada, há dias, em Maputo, por Emílio Rungo, quadro sénior do Banco de Moçambique num briefing com os jornalistas, espaço criado pelo banco para dar o ponto de situação da implementação da política monetária nacional.

“Ultimamente, os bancos tem assegurado o pagamento da factura. Ano passado, no mesmo período, Janeiro a Maio, a factura de combustíveis foi de 240 milhões de USD. Desse montante, 126 milhões foi a comparticipação do Banco de Moçambique”, disse a fonte do BM.

A entrada do BM na importação de combustíveis, para além das razões económicas, visa assegurar a disponibilidade diária de produtos petrolíferos no mercado, tendo em conta a sua importância na vida económica e social do país, especificamente para os agentes económicos e empresas de transporte terrestre, marítimo e aéreo.

Durante o briefing, a fonte fez, igualmente, uma radiografia sobre a evolução da balança de pagamentos no país em 2021 e primeiro trimestre de 2022, salientado que existe uma melhoria da conta corrente, embora continue deficitária.

A melhoria deriva da redução do défice da conta corrente em 2021 em relação a 2020 em 255 milhões de dólares, provocado pela conjugação das importações e exportações, num cenário em que o investimento directo estrangeiro aumentou em dois bilhões de dólares.

“As importações reduziram ligeiramente no tocante aos serviços ligados aos grandes projectos, devido a instabilidade no norte. E as exportações aumentaram no tocante aos serviços turísticos. Com o alívio das medidas restritivas, o país assistiu um fluxo de turistas estrangeiros”, referiu.

No entanto, no primeiro trimestre de 2022, a situação alterou-se e a conta corrente registou um agravamento em cerca de 100 porcento, influenciado pela chegada da plataforma flutuante da Coral Sul para o início da produção do gás natural.

O bem foi classificado como importação associada a categoria de maquinaria, esperando-se que a médio e longo prazos a situação reverta-se.

“Se retirarmos o efeito da importação da plataforma flutuante a nossa balança no primeiro trimestre regista uma melhoria de 04 porcento”, vincou.

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