Mais de 120 Mil Toneladas de Milho Não Comercializadas Por Falta de Mercado

Mais de 120 Mil Toneladas de Milho Não Comercializadas Por Falta de Mercado

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Mais de 120 mil toneladas de milho da última campanha agrária ainda não foram comercializadas, na província do Niassa, norte de Moçambique, por falta de mercado.

De um plano de comercialização de 200 mil toneladas desta cultura, apenas foram vendidas 80 mil.

O director provincial da Indústria e Comércio no Niassa, Fidel Salamandane, disse que o facto deve-se ao decréscimo do preço praticado e a baixa qualidade do grão de milho produzido na província.

“Esse é um dilema que temos. Geralmente esses intervenientes na comercialização de princípio iam comprar o milho, por exemplo, na nossa província, mas preferiram comprar fora, mesmo fora do país”, afirmou Salamandane, citado pela Rádio Moçambique.

A província do Niassa tem fronteira a norte com a Tanzania, a sul com as províncias de Nampula e Zambézia, com a província de Cabo Delgado a este e a oeste com o Malawi, com o qual também divide o Lago Niassa, um dos grandes lagos africanos.

Este facto ocorre quando o Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) acaba de fixar um prazo de dois anos para o país deixar de perder excedentes agrícolas a favor de países vizinhos.

Segundo o Director-geral do ICM, Momed Valá, são excedentes que escapam do controlo do Estado, através da fronteira aberta por circuitos inapropriados, destacando-se o Malawi como o beneficiário do milho produzido em Moçambique.

Para estancar este problema, Momed Valá explicou que foi rubricado recentemente um memorando de entendimento que define a partilha de informações sobre a produção entre as duas nações.

“Se houver uma tecnologia, semente de qualidade e posso entregar aos irmãos do Malawi faço a mercê deste memorando. Se um sentir alguma dificuldade por alguma razão, de alguma tempestade, de algum ciclone, eu posso ir buscar tecnologia entre a tecnologia de forma correcta em Moçambique”, afirmou.

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