Reflexão Em Torno da Indústria de Cimento: Empresa Dugongo

Reflexão Em Torno da Indústria de Cimento: Empresa Dugongo

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A entrada em funcionamento da empresa Dugongo, grande empreendimento, que entrou
recentemente no mercado moçambicano com uma tecnologia e capacidades acima das
restantes empresas que já operavam no sector, provocou reclamações das demais,
alegadamente pelo uso do poder monopolístico, para distorcer o mercado, um assunto que
levou a dúvidas vários cidadãos.
Porque o debate é de natureza económica importa debruçar-se sobre o mesmo, seu impacto
na economia e as estratégias adoptáveis para evitar estes cenários.
Qualquer economia almeja ter um nível elevado de renda e padrões qualitativos de vida da sua
população, não obstante os objectivos de crescimento diferirem dos de desenvolvimento.
A tendência das empresas transnacionais é explorar mercados potencialmente vantajosos e a
OMC defende o livre comércio entre estados, o que quer dizer que a empresa Dugongo pode
investir em qualquer parte do mundo, e por sinal Moçambique foi onde encontrou as condições
e oportunidades de negócio mais favoráveis.
Acreditamos que não devem existir dúvidas de que a entrada em funcionamento da empresa
Dugongo impactou de forma significativa no crescimento, pois criou um aumento do volume de
negócios, por via da sua produção bem como pelas ligações que estabelece com o sector de
construção através dos estaleiros e empresas de construção civil, em virtude do aumento da
procura induzida.
Parece também evidente que a redução relativa do preço em comparação com o período
anterior, a entrada da empresa, tem reflexos positivos tanto por via de ligações com os
operadores da área de construção civil bem como na melhoria das condições de habitação,
sobretudo para jovens, proporcionando-lhes aumento do seu bem-estar social, decorrente da
redução do custo da habitação.
Não obstante, a estes aspectos positivos há necessidade de uma introspecção interna tanto
pelo sector empresarial como dos demais agentes do ecossistema de negócios, considerando a
relevância da prevalência das empresas nacionais num contexto em quea protecção não se
mostramais sustentável.
A dinamização do ecossistema de desenvolvimento, deve criar condições de alavancagem e
sustentabilidade das PME’s em clara desvantagem competitiva, pois de contrário é impossível

evitar custos socias adversos isto: é a paralisação de algumas indústrias e perdas de postos de
trabalho.
Fica como lição que se não crescemos o suficiente ao longo do tempo, um dia corremos o risco
de não permanecer no mercado pelos efeitos dos mercados globais, dado que de uma ou outra
forma as economias e empresas gigantes um dia foram pequenas, mas noutro tempo
cresceram e não podem ficar fechadas; Nem sempre as empresas nacionais estarão
competindo entre síou com as já estabelecidas, podem haver novas entradas e saídas.
Cabe a economia doméstica defender-se por via de novas capacidades dos agentes e
estabelecimento de ligações.

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