Preço do Algodão Caroço Fixado em 33 Meticais Por Quilo

Preço do Algodão Caroço Fixado em 33 Meticais Por Quilo

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O Governo moçambicano, agricultores e associações algodoeiras acordaram hoje, em Maputo, fixar em 33 meticais (equivalente a 51,7 cêntimos do dólar) o novo preço de venda e compra por quilo do algodão caroço contra os 25 meticais praticados na época anterior, que corresponde a uma subida de 32 por cento.

Segundo o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, o novo preço, a ser submetido ao Conselho de Ministros, irá incrementar, na ordem de 25 por cento, o rendimento de mais de 150 mil famílias produtoras de algodão.

Em cada quilograma, serão descontados seis meticais, destinados a um fundo de poupança, que será criado e gerido pelos próprios produtores, de modo a evitar dependência do subsídio do Estado em caso de quebras.

“Após negociações transparentes com os agricultores, que propunham 35 meticais, e as empresas com uma contraproposta de 30 meticais, em última instância, concordamos o preço de 33 meticais o preço do algodão por quilograma. Este preço vai permitir a poupança de seis meticais por quilo, isso significa que, podemos almejar cerca de 200 milhões de meticais para estabilização do preço no ano seguinte’’, disse.

“Por razões do mercado, influenciado pelas dinâmicas da crise internacional, o preço actual deveria ser de 39 meticais por quilograma. Com o fundo de estabilização, conseguiremos ter o preço do algodão estável, isso significa que, vamos manter a base produtiva, aumento de produção e o rendimento dos produtores assegurado’’, considerou.

Por seu turno, o Presidente do Fórum Nacional dos Produtores de Algodão (FONPA), Benson Simoco, declarou que o preço acordado corresponde as expectativas dos agricultores, pois irá cobrir os custos de produção e manter o fundo de poupança.

“A colocação da nossa proposta, de 35 meticais, foi estratégica pois, numa negociação não se pode começar com preços baixos. Feita a análise concordamos que 33 meticais era a melhor opção. Acreditamos que os nossos colegas não terão problemas em aceitar e aplicar este montante porque teremos um fundo de estabilização para a próxima campanha”, afirmou.

Já o Presidente da Associação Algodoeira de Moçambique (AAM), Francisco Ferreira, destacou que o preço fixado é benéfico para os compradores do algodão.

“A quantia do quilo vai subir. É uma boa notícia para os produtores e para as empresas por que temos um preço melhor. Em conjunto, concluímos que seria prudente colocarmos algum dinheiro, de parte, para alimentar o fundo de estabilização. Isso é um sinal de que o subsector está cada vez mais forte, mesmo com as dificuldades” considerou.

Em Moçambique, as províncias da zona norte contribuem com a maior produção, calculada em mais de 70 por cento em todo o país.

A nível mundial, a Índia, Estados Unidos de América, Brasil e Paquistão constam no topo da lista dos maiores produtores do chamado ouro branco. Na época 2019 a 2020 foram responsáveis por uma produção total na ordem dos 74 por cento do volume global.

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