CTA Procura Mais Alternativas de Financiamento às MPME’s

CTA Procura Mais Alternativas de Financiamento às MPME’s

Já foi lido 396vezes!

 A Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique clama por uma maior oferta de alternativas de financiamento para as Micro, Pequenas, Médias Empresas (MPMEs), como forma de estimular o seu crescimento.

Segundo o presidente da CTA, Agostinho Vuma, reforça este imperativo, o facto de dados de 2019, antes do abalo da pandemia da Covid-19, mostrarem que o crédito ao sector privado perfazia 58 por cento do total de crédito e entretanto, no I Trimestre de 2022, este peso caiu para 50 por cento, ou seja oito pontos percentuais.

“Estes dados de crédito mostram que o financiamento disponível não está em consonância com o desejado apoio ao desenvolvimento do sector privado e, por isso, não se pode esperar que através do quadro actual do financiamento, se possa promover o crescimento da produção e transformação estrutural’, afirmou.

Vuma falava esta quarta-feira, em Maputo, durante a 1ª edição da Feira Internacional das PME’s, evento de dois dias que decorre sob o lema ‘Rumo à Consolidação da Economia Através das PMEs’.

Acrescentou que os dados da distribuição do crédito, por sector de actividade, são mais esclarecedores pois indicam apenas cerca de dois por cento são concedidos ao sector agrícola.

Por isso, Vuma entende que se deve dar mais primazia às acções que concorram para a redução de incerteza, risco, assimetria de informação e custos de transacção, a par de uma maior oferta de opções de financiamento.

Referiu que também urge apostar na promoção do conteúdo local nos megaprojectos para induzir o desenvolvimento das MPMEs como meio para impulsionar a partilha da riqueza nacional e desenvolvimento do país.

‘Neste sentido devemos assegurar a preferência pelos serviços prestados pelas empresas nacionais nas compras pelo Estado e pela emergente indústria do gás natural, assim como assegurar a transferência de ‘know-how’ para o empresariado nacional’, salientou.

Sobre a Feira, Vuma afirma que acontece num momento peculiar marcado por muitas expectativas em torno de uma retoma da economia nacional, alicerçada na resiliência do sector privado, esforços do governo e retoma do programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Entretanto, pairam receios quanto ao curso da actividade económica, derivado da actual conjuntura caracterizada por pressões inflacionárias, disrupções no fornecimento de bens essenciais e receios de um abrandamento da procura externa das exportações.

‘A conjugação destas variáveis impõe a cada um de nós responsabilidades acrescidas na identificação de soluções que irão concorrer para uma maior resiliência e dinamização da nossa economia’, disse.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *