Maioria das PMEs Resistentes a Transformação Digital

Maioria das PMEs Resistentes a Transformação Digital

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Um estudo, conduzido em Moçambique, apurou que 58 por cento de uma amostragem constituída por 150 Pequenas e Médias Empresas (PMEs) ainda são resistentes ao processo de transformação digital.

Revela ainda que das PMEs abrangidas nas capitais provinciais de Maputo, Sofala e Nampula 78 por cento nem se quer têm uma estratégia delineada sobre a matéria.

Estas são as conclusões de um estudo intitulado “Digitalização da Gestão Empresarial em Moçambique”, lançado hoje, em Maputo, pela PHC Software, uma empresa dedicada ao desenvolvimento de software de gestão.

“Mais de metade das PMEs moçambicanas ainda não iniciou o processo de transformação digital. O custo elevado da transformação figura entre as maiores dificuldades enfrentadas pelas empresas. Outro entrave está aliado a falta de literacia e conhecimento da área, ou seja, grande parte destas organizações nacionais têm falta de formação no digital e carecem de recursos humanos capacitados”, indica o documento.

Segundo a PHC Software, apesar dos desafios apontados as organizações reconhecem a necessidade de investir em várias tecnologias nos próximos anos e ferramentas para o e-commerce, gestão de recursos humanos, soluções financeiras e de contabilidade.

Apurou que durante a pandemia da Covid-19 foram registadas algumas mudanças estruturais nos hábitos e modelos de trabalho, obrigando as empresas a criarem soluções para sobreviverem perante várias adversidades.

“O atraso no processo de digitalização é motivado pelas limitações económicas e financeiras, visto que 71,3% das empresas abrangidas pela pesquisa tem níveis de facturação anual situados entre os 1,2 milhões e 10 milhões de meticais (um dólar equivale a cerca de 63,8 meticais). Destas, 65% não deu sequer início ao processo de digitalização.

Por outro lado, realça o facto de as empresas que investem na digitalização da gestão empresarial terem obtido melhores resultados, tanto na relação com os clientes, como no incremento do volume de negócios. “Com efeito, 66,7% das empresas que efectuam vendas online afirma que o e-commerce tem um peso de até 25% da sua facturação”.

Por isso, o representante da PHC, Victor Cau, recomenda a transição por fases e o envolvimento de outros intervenientes no processo de digitalização das PMEs.

“A implementação dos softwares no processo de digitalização das empresas deve ser feita de forma faseada para não sufocar as economicamente as PMEs. Deve haver o envolvimento de outras empresas dedicadas ao desenvolvimento e gestão tecnológica para permitir maior aceleração de sistemas de transição”, recomenda Cau.

O estudo, conduzido ao longo de três meses, tinha como principal objectivo ajudar as PMEs a criar um ecossistema onde colaboradores têm maior experiência de trabalho e os clientes melhores produtos e ou serviços.

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