União Europeia Desafia Jovens a Participar na Mitigação às Mudanças Climáticas

União Europeia Desafia Jovens a Participar na Mitigação às Mudanças Climáticas

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A União Europeia (UE) desafia os jovens moçambicanos a engajarem-se na luta pela mitigação das mudanças climáticas e eventos extremos que, nos últimos tempos, são mais frequentes e com uma maior intensidade, provocando a morte de centenas de cidadãos e destruição de várias infra-estruturas públicas e privadas no país.

O embaixador da UE, em Moçambique, António Sánchez-Benedito Gaspar, afirma que para se alcançar o tão almejado desenvolvimento do país, os jovens devem estar abalizados na componente das mudanças climáticas, o que irá impactar na redução dos eventos extremos, principalmente nas regiões costeiras, que são as mais afectadas.

Gaspar, que falava esta quarta-feira (11), em Maputo, durante um evento académico juvenil, alusivo ao Dia da Europa, assinalado a 09 de Maio corrente, disse que os jovens devem participar de forma activa, para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

“Se nós queremos pensar no desenvolvimento, devemos fazer isso hoje, não podemos deixar isso para amanhã. As mudanças climáticas, à semelhança da paz, violência, e outros, são desafios que a humanidade enfrenta neste momento, e Moçambique não pode estar alheio”, disse Gaspar, que falava a uma audiência constituída por mais de uma centena de estudantes da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a mais antiga instituição superior do país.

No encontro, o coordenador do Departamento de Cooperação da Associação de Estudantes Finalistas Universitários de Moçambique (AEFUM), José Luís, anunciou algumas iniciativas realizadas por jovens de várias universidades, dentro e fora do país, como seu contributo para a contenção de eventos extremos.

Luís explicou que, como reconhecimento às fragilidades e vulnerabilidades que o país enfrenta, estão em curso algumas iniciativas para o uso de materiais recicláveis, tais como, vidro, plástico, borracha entre outros.

A medida, de acordo com a fonte, visa manter uma economia circular, o que significa utilizar e reutilizar até que haja uma redução considerável dos efeitos nefastos dos eventos climáticos.

“Nós, como AEFUM, temos uma unidade de gestão ambiental para lidar com assuntos sobre eventos climáticos. Damos formação sobre reciclagem e reutilização de materiais biodegradáveis, participamos no plantio de mudas, reflorestamento e plantio de mangais. Com estas iniciativas queremos consciencializar os jovens sobre a necessidade de participarmos na protecção do ambiente”, explicou a fonte.

A agremiação conta com mais de 10 mil membros dentro e fora do país.

Participaram do evento, membros do governo, académicos, membros do corpo diplomático e outros convidados.

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