STEMA Projecta Investir 14 Milhões USD Para Incrementar Capacidade de Armazenamento de Cereais

 STEMA Projecta Investir 14 Milhões USD Para Incrementar Capacidade de Armazenamento de Cereais

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A empresa Silos e Terminal Graneleiro da Matola (STEMA), localizada na província meridional de Maputo, espera investir cerca de 14 milhões de dólares para a reabilitação do seu equipamento de modo a incrementar a capacidade de armazenamento de cerais.

Lamenta, porém, o facto de se ressentir da dívida contraída junto a banca nacional.

“Para o cumprimento deste objectivo vamos recorrer a banca e aos nossos parceiros. A dívida é sustentável, porque estamos a conseguir pagar. Neste momento, temos 27 silos com capacidade total de 45 mil toneladas, cabendo cerca de 1.700 por cada silo”, anunciou o presidente do Conselho de Administração do STEMA, Arlindo Chilundo, em conferência de imprensa minutos após o termino de uma visita da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República àquela empresa.
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Entretanto, Chilundo garante que mesmo no estágio actual a empresa ainda dispõe de espaço suficiente para responder a demanda do volume de importações de cereais das moageiras na região sul do país.

“Estamos preparados para fazer a logística de todo cereal que for importado pelas moageiras da região sul. Para o efeito, temos estado a trabalhar com todos importadores porque a STEMA não compra directamente os produtos, apenas faz a gestão do granel descarregado dos navios que posteriormente é levado pelo respectivo comprador “, explicou.

Segundo Chilundo, o preço do trigo continuará a registar uma tendência crescente no mercado internacional, com maior incidência no próximo ano devido ao conflito militar no leste europeu, entre Rússia e Ucrânia.

“Temos condições criadas para o abastecimento do trigo. Recebemos um navio na semana passada, a este vão juntar-se mais dois antes do fim de Maio. A canalização do produto no mercado vai depender da flexibilidade das moageiras em abastecer o mais rápido possível os seus stocks para que o preço do pão não suba tanto”, disse.

Apesar de os cereais que chegam ao país pertencerem a produção do período anterior ao conflito Rússia e Ucrânia, Chilundo explica que o preço do trigo, por exemplo, começou a oscilar devido a maior procura e pouca oferta.

‘”Vamos sentindo os efeitos negativos devido a guerra entre estes dois países. As recentes importações são referentes a produção do ano passado, porém justifica-se a subida do preço do pão porque há muita procura no mercado’’, sublinhou.

“O nosso receio é que o maior impacto se reflicta no próximo ano quando a produção da presente época agrícola, destes países, estiver disponível no mercado. Por estar em guerra, a Ucrânia não vai conseguir produzir o suficiente para o mundo e devido as sanções impostas, a Rússia terá dificuldade de colocar seu produto no mercado internacional’’.

Por seu turno, o Presidente da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República, António Niquice, desafiou a empresa a modernizar-se cada vez mais para poder se impor no mercado de logística de cereais.

“Os desafios da empresa enquadram-se na área da modernização, para permitir capitalizar a economia de escala, liderando o mercado de logística de cereais. Recomendamos que a STEMA aprimore o seu plano de negócios para ir ao encontro das necessidades regionais e estimular as exportações”, analisou.

Frisou que a empresa também deverá combinar esforços com os produtores locais para maior auto-suficiência e melhorar o equilíbrio da balança comercial a nível regional.

“Acreditamos que com os investimentos feitos através de projectos como SUSTENTA, podemos ter uma maior produção, que pode ser canalizada para o mercado nacional e às exportações, pois, só assim, podemos ter uma economia mais robusta”, concluiu.

Devido a sua localização estratégica, no porto da cidade da Matola, a STEMA também serve como base de apoio ao trânsito de cereais importados via marítima e transferidos para os países da SADC, nomeadamente, Moçambique, África do Sul, Zimbabwe e Eswatini

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