Empresariado Nacional Saúda Retoma do Apoio do FMI

Empresariado Nacional Saúda Retoma do  Apoio do FMI

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A classe empresarial manifesta a sua satisfação com a retoma do apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Moçambique, pois é encarada como um sinal de optimismo e confiança no futuro, devido ao seu enorme potencial de dinamizar o crescimento económico do país.

Os empresários olham igualmente o retorno do FMI como um sinal positivo que vai ajudar a relançar o país no mercado internacional.

A satisfação foi expressa, esta quinta-feira, em Maputo pelo presidente da Associação de Comércio, Indústria e Serviços (ACIS), Luís Magaço durante um Breakfast On Economics and Business que tinha por objectivo reflectir sobre a recuperação do sector privado moçambicano no ano de 2022, olhando para a retoma do FMI à Moçambique.

“A decisão abre boas perspectivas para o financiamento da economia e reabre a confiança do país perante os mercados, o que certamente vai dinamizar o país. Significa ainda mais mercado, financiamento, reforço do ambiente de negócios e mais reformas económicas”, anotou.

O regresso do FMI, acrescentou Magaço, vai restaurar a confiança do mercado internacional sobre Moçambique, o que representa uma capacidade melhor e mais barata de o país contrair empréstimos concessionais no mercado internacional .

‘Significa também que os doadores voltarão a canalizar o seu apoio ao Orçamento do Estado e, consequentemente, melhorar a capacidade da implementação dos programas do Governo. Por isso, esperamos que o ambiente seja muito melhor nas empresas e que possamos gradualmente ultrapassar os desafios que as empresas enfrentam’, disse.

Por sua vez, o economista moçambicano, António Francisco referiu que o regresso do FMI representa um passo importante para outros investidores no sentido de que pelo menos os problemas criados e que justificaram a sua saída de alguma maneira foram ultrapassados internamente.

‘Penso que assim como acontece noutros países o FMI desempenha um papel importante, daí que acho que é uma decisão é positiva, quer para o governo, quer para os credores do país, pois, o país terá margens para alimentar a economia e honrar com os seus compromissos internacionais’, enfatizou.

Presente na ocasião, o representante do FMI em Moçambique, Alexis Meter advertiu que as perspectivas económicas de recuperação do sector empresarial no presente ano são propensas a riscos e incertezas.

Explicou que isso se deve ao recrudescimento do conflito Rússia-Ucrânia, cujo reflexo é o aumento geral de preços a nível global, particularmente alimentos e combustíveis, embora do lado positivo espera-se aumento da procura e preço do Gás Natural Liquefeito’, revelou.

Os ataques terroristas, que desde 2017 se fazem sentir na província de Cabo Delgado também, poderão concorrer para uma maior pressão fiscal, retardamento dos projectos de GNL, aumento da pobreza e desigualdades.

Por isso, recomenda que o trabalho de reformas macroeconómicas continue para a diversificação da economia [para além do GNL], através de um maior investimento no capital humano e infra-estruturas e para a melhoria da qualidade e capacidade das Instituições.

Aliás, o programa do Governo com o apoio do FMI visa aprofundar algumas das reformas necessárias nomeadamente o reforço da estabilidade macroeconómica, para que ela seja sustentável e consistente com crescimento inclusivo conducente à redução da pobreza e desigualdades.

O programa inclui ainda reformas macro-críticas, medidas estruturais e sociais entre as quais a gestão das finanças públicas, governação, e redes de protecção social.

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