Moçambique Arrecada 111.6 Milhões de Dólares

Moçambique Arrecada 111.6 Milhões de  Dólares

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Moçambique arrecadou cerca de 111,6 milhões de dólares norte-americanos com a exportação de macadâmia e castanha de caju processadas, resultante da comercialização, nos últimos dois anos, de cerca de 146.690 toneladas de amêndoas.

Segundo o director-geral do Instituto de Amêndoas de Moçambique (IAM), Ilídio Bande, apesar das várias adversidades, o sector está a registar uma evolução, tanto que na campanha 2015-2016 o país comercializou 104 mil toneladas e rendeu perto de 81 milhões de dólares.

De acordo com a fonte, a cadeia de valor do caju ainda enfrenta constrangimentos associados ao facto de possuir cajueiros velhos, além da incidência de pragas e doenças.

O sector de amêndoas (castanha de caju e macadâmia) que envolve, até o momento, cerca de 1,4 milhão de famílias moçambicanas, gera, anualmente, cerca de 220 milhões de dólares.

”Assim, pretende-se que até 2030 o sector possa gerar um volume de negócio de cerca de 500 milhões de dólares/ano. Se antes produzíamos apenas dois milhões de mudas, agora com a entrada do sector privado no processamento de macadâmia estamos a atingir cerca de 8 milhões de mudas”, disse Bande, citado na última edição do semanário “Domingo”.

Ainda sobre a castanha do caju, a fonte referiu que está em implementação a produção de pomares desta cultura de rendimento com o envolvimento do sector privado, bem como a expansão do fomento com base na semente nas zonas semi-áridas, a par do alargamento da cobertura do programa de tratamento químico de cajueiros.

Outro fenómeno que poderá deixar o sector aliviado, de acordo com Ilídio Bande, vai ser a implementação do Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI) que visa capitalizar a matéria-prima local.

“Para o efeito, será preciso envolver o sector privado nos programas de fomento e criação de linhas de financiamento e seguro agrário”, afirmou.

As reformas em curso no sector visam solucionar a fraca produção de castanha que, até o momento, obrigou pelo menos dez fábricas de processamento-primário a encerrarem as portas, no país, devido à insuficiência da matéria-prima.

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