TotalEnergies Mantém Aposta de Continuar a Investir em Moçambique

TotalEnergies Mantém  Aposta  de Continuar a  Investir em  Moçambique

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 A multinacional petrolífera francesa TotalEnergies considera que Moçambique possui enormes depósitos de gás natural de alta qualidade que geram reduzidas emissões de dióxido de carbono, pelo que mantém o interesse de continuar a investir no país.

A TotalEnergies lidera o Projecto Mozambique LNG, um consórcio que está a investir na exploração de gás natural na bacia do Rovuma, Área 1. Em Março do ano passado, a TotalEnergies declarou “força maior” para interromper as suas actividades após ataques terroristas perpetrados por grupos extremistas.

Entretanto, Moçambique conseguiu restaurar, com o apoio das Forças de Defesa do Ruanda, a autoridade do Estado e tranquilidade no distrito de Palma, província de Cabo Delgado, norte do país, onde a TotalEnergies está a desenvolver o seu projecto.

A informação foi avançada segunda-feira, em Maputo, pelo representante da TotalEnergies em Moçambique, Maxime Rabilloud, durante a aula Inaugural 2022 que proferiu na Universidade Pedagógica de Maputo, intitulada “Gás e Transição Energética”.

“Se considerarmos que 80 por cento do nosso consumo energético vem do átomo de carbono, o gás é a maior energia de transição. O gás de Moçambique é de alta qualidade climática porque tem uma baixa emissão de dióxido de carbono, partículas nocivas ao meio ambiente e baixa acidez, o que o torna mais virtuoso comparativamente a outras fontes de energia’’, disse.

Rabilloud considera que só com o gás será possível manter e atender as necessidades de desenvolvimento e de crescimento devido ao seu enorme potencial na redução dos efeitos negativos das mudanças climáticas.

“Apesar de bilhões de dólares que investe anualmente, a TotalEnergies está actualmente com uma produção de energias renováveis e limpas na ordem de cinco por cento, que representa 10 gigawatts de energia eléctrica. Só uma central nuclear média produz cerca 1,2 gigawatts, o que corresponde a seis centrais nucleares”, explicou.

“Em 2025 pretendemos superar a produção de 35 gigawatts para atingir 100 gigawatts de energia renovável em 2030, o que representa 60 centrais nucleares. Se atingirmos esse objectivo, que corresponde a uma produção de três milhões de barris por dia, teremos incrementado cerca de 15 por cento do consumo energético renovável’’, disse.

Segundo Rabilloud os níveis de consumo de petróleo, no mundo, poderão cair para cerca de 25 milhões de barris por dia até fins de 2050, depois de atingir o pico de 100 milhões de barris de petróleo por dia, em 2022.

“Em 2019 estávamos com níveis abaixo de 100 milhões de barris de petróleo. No período entre 2020 e 2021, também houve uma queda conduzida pela pandemia da Covid-19. Mas, em 2022 voltamos a estabilizar’’, sublinhou.

A Total projecta, também, reduzir índices de aquecimento global através do plano ‘‘zero emissão de dióxido de carbono”.

Só para se ter uma ideia, a produção global de dióxido de carbono da TotalEnergies é de 400 milhões de toneladas por ano. Para inverter o cenário, rumo a zero emissão, pretende reduzir para 100 milhões de toneladas por ano.

A TotalEnergies é a operadora do Projecto Mozambique LNG, com 26,5 por cento, juntamente com a ENH Rovuma Área 1, S.A. (15 por cento), ONGC Videsh Rovuma Limited (10 por cento), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10 por cento), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10 por cento), e PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5 por cento).

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