Banco de Moçambique Aumenta Taxa de Juro 200 Pontos Base

Banco de Moçambique Aumenta Taxa de Juro 200 Pontos Base

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O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique (BM) decidiu aumentar a taxa de juro de política monetária (taxa MIMO) de 13,25 para 15,25 por cento.

A decisão foi tomada durante a reunião ordinária do CPMO, realizada hoje, em Maputo, refere um comunicado de imprensa que AIM teve acesso.

O documento explica que a decisão decorre da substancial revisão em alta das perspectivas de inflação para o curto e médio prazo, “a reflectir a materialização e agravamento de alguns riscos, com destaque para a escalada do conflito geopolítico na Europa e a ocorrência de desastres naturais na região centro e norte do país.”

O aumento da taxa MIMO visa manter o controlo da inflação no curto e médio prazo, de modo a permitir o início de um processo gradual de transição para taxas de juro de um dígito no médio e longo prazo, num contexto de retoma do programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e de execução dos projectos de gás natural.

“As perspectivas de inflação para o curto e médio prazo foram revistas em alta. As projecções apontam para uma aceleração da inflação geral e subjacente, no curto e médio prazo, a reflectir, principalmente, o efeito directo e indirecto do aumento dos preços dos combustíveis e dos produtos alimentares, bem assim o impacto dos desastres naturais que têm estado a assolar o país, não obstante a estabilidade do Metical”, afirma o BM.

Em Fevereiro de 2022, a inflação anual fixou-se em 6,8 por cento.

“Os riscos e incertezas associado às projecções de inflação agravaram-se”, argumenta, destacando o prolongamento e magnitude do impacto do conflito geopolítico Rússia-Ucrânia, dos constrangimentos na cadeia de fornecimento de bens a nível global, dos efeitos das recentes intempéries sobre os preços domésticos, e do grau de repassagem dos ajustamentos dos preços dos combustíveis para os preços de outros bens e serviços.

Entretanto, o documento sublinha que se mantêm as previsões de recuperação da actividade económica em 2022, não obstante as perspectivas de abrandamento da procura externa.

“Estas previsões resultam do relaxamento das medidas restritivas para a contenção da Covid-19, e da execução dos projectos energéticos em Inhambane e na bacia do Rovuma, num contexto de retoma do programa com o Fundo Monetário Internacional, que poderá contribuir para o aprofundamento de reformas e maior financiamento concessional à economia”, afirma.

O BM revela ainda que a dívida pública interna, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, aumentou de 220.6 mil milhões (cerca de 3,5 mil milhões de dólares), em finais de Dezembro de 2021, para 242.3 mil milhões de meticais, em Março corrente.

“O CPMO continuará a monitorar a evolução dos riscos e incertezas associados às projecções, de forma a manter a inflação baixa e estável, que constitui o principal objectivo do Banco de Moçambique”, garante.

A próxima reunião ordinária do CPMO está agendada para 25 de Maio próximo.

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