Produção de Gás Natural Inicia em Outubro Próximo

Produção de Gás Natural Inicia em Outubro Próximo

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A produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) na plataforma flutuante, “Coral Sul FLNG” da Área 4, offshore da Bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, deverá iniciar em Outubro próximo.

O facto foi avançado pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Filimão Suaze, durante o habitual briefing à imprensa, minutos após o término da 6ª sessão ordinária daquele órgão de soberania, acto que teve lugar esta terça-feira em Maputo.

“A informação que posso prestar com segurança é aquela que indica que em Outubro deste ano vamos começar a ter os primeiros resultados em termos de produção”, disse Suaze, que também é vice-ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos.
Destacou a presença de 27 moçambicanos actualmente envolvidos no projecto desde a fabricação, transporte incluindo as operações ancoragem e produção.

“Há um profundo conhecimento que vai ficando com os moçambicanos e ao longo dos 25 anos previstos para este processo, o número de moçambicanos vai aumentando; estamos agora a falar de cerca de 27 moçambicanos envolvidos”, afirmou.

Sublinhou que nos próximos 15 anos, cerca de 90 por cento dos trabalhadores afectos na plataforma flutuante serão moçambicanos.

Orçado em cerca de sete mil milhões de dólares, o projecto vai produzir e liquefazer cerca de 3.37 milhões de toneladas por ano (MTPA) de gás natural.

A Coral Sul FLNG constituída por 432 metros de comprimento, 66 metros de largura, cerca de 220 mil toneladas, a sua construção iniciou em 2018, nos estaleiros da Samsung Heavy Industries, Coreia do Sul.

A ENI é a operadora do projecto Coral Sul com uma participação de 25 por cento. Os outros parceiros são a ExxonMobil com 25 cento, CNPC (20 por cento), Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P. (10 por cento), Kogas (10 por cento) e Galp Energia (10 por cento).

Num outro desenvolvimento, o Conselho de Ministros aprovou os termos da 3ª adenda ao contrato de concessão do Porto de Maputo, um documento que passa a incluir quase o dobro da área inicial estimada em cerca de 140 hectares.

Suaze disse que o Executivo decidiu aumentar mais de 135 hectares.

“É um aumento de vulto […] quase que o dobro da capacidade em termos de área inicial e vamos passar a ter cerca de 278 hectares”, vincou.

O documento também assegura a fixação das rendas a serem cobradas nas referidas áreas adicionais do Porto de Maputo.

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