NAMPULA APOSTA NO TURISMO E CAJU PARA A CRIAÇÃO DE EMPREGOS

NAMPULA APOSTA NO TURISMO E CAJU PARA A CRIAÇÃO DE EMPREGOS

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O governador de Nampula, Manuel Rodrigues, defende uma aposta consistente no turismo, produção e processamento da castanha de caju, como uma das melhores formas de estimular a economia e criação de emprego naquela província do norte de Moçambique.

O governante entende que os efeitos combinados da pandemia da Covid-19, terrorismo e mudanças climáticas, afectaram negativamente o desempenho dos agentes económicos e do sector privado, o que resultou na perda ou suspensão de postos de emprego.

Manuel Rodrigues partilhou a preocupação quarta-feira, na 7ª edição do Briefing Económico da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que teve lugar na cidade de Nampula, capital da província homónima.

Na Nampula tem inscritos 697 estabelecimentos turísticos sendo 247 de alojamento; 400 restaurantes e de venda de bebidas, cinco salas de dança e 18 agências de viagem.

Contudo, a pandemia da Covid-19 forçou o encerramento de 304 estabelecimentos turísticos em 2020 e outros 277 em 2021. A consequência directa foi a queda do número de hóspedes de 260.520, em 2019, para 116.173 no ano passado.

“A contribuição do sector na produção global da província registou um decréscimo de 1,04 mil milhões de meticais em 2019 para 464,7 milhões em 2021”, anotou Manuel Rodrigues como um dos efeitos mais evidentes dos constrangimentos provocados pela pandemia.

Para a recuperação do sector, Rodrigues, sugere algumas medidas, como incentivo ao turismo doméstico. “Promoção do turismo de eventos (espectáculos públicos, produção de eventos culturais locais nos estabelecimentos turísticos e festivais) e, principalmente, a adesão ao Selo Limpo e Seguro, de modo a garantir que os estabelecimentos não se transformem em focos de contaminação da Covid-19”, afirmou.

Relativamente ao sector do cajú, que Nampula é o maior produtor nacional, registando uma tendência crescente dos volumes da castanha comercializada, Manuel Rodrigues apontou com preocupação a oscilação na quantidade da amêndoa exportada.

Nampula produziu 66.334 toneladas de castanha em 2019, 67.337 toneladas em 2020 e 82.253 toneladas em 2021.

“A título de exemplo, em 2019 exportamos 5.584 toneladas de amêndoa de castanha de caju; em 2020 subimos para 9.784 toneladas e em 2021 baixamos para 6.781. No presente ano esperamos exportar cerca de 10.600 toneladas uma vez que na campanha passada registamos uma boa produção”, revelou.

Por outro lado, segundo Rodrigues a paralisação de cinco fábricas o ano passado, a saber: Condor Nuts Anchilo; Condor Nuts Nametil; Caju Ilha; Indo Africa de Meconta e DML, veio piorar o cenário de desemprego.

“O não funcionamento ou paralisação dessas fábricas logicamente impacta na redução de postos de trabalho. De 14.290 em Dezembro de 2020 para de 2.892 em igual período de 2021”, explicou.

Para melhorar o funcionamento do sector Manuel Rodrigues elencou algumas acções, incluindo produção de mudas de qualidade, maneio integrado da castanha de caju, comercialização e fiscalização intensa para combate ao contrabando.

O financiamento ao processamento e exportação com a melhoria da logística de transporte e maior disponibilidade de contentores são outras medidas sugeridas pelo governador de Nampula.

Os participantes no evento também abordaram o desempenho do sector empresarial no quarto trimestre de 2021 e as perspectivas económicas de curto e médio prazo para 2022.

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