Gás Natural Deve Ser um Factor Promotor da Estabilidade e Desenvolvimento: Nyusi

Gás Natural Deve Ser um Factor Promotor da Estabilidade e Desenvolvimento: Nyusi

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, considera que a exploração das enormes reservas de gás natural que Moçambique dispõe deveria constituir um factor para a promoção da paz e estabilidade do país.

Nyusi manifestou este sentimento hoje em Doha, Qatar, durante a sua intervenção no VI Fórum dos Países Exportadores de Gás (sigla em inglês, GECF), um evento Moçambique participou na qualidade de convidado.

“Na nossa perspectiva, o gás natural deve constituir um factor de paz de estabilidade, segurança e promoção de desenvolvimento dos nossos países” disse o estadista moçambicano.

Referiu que a entrada em funcionamento da plataforma flutuante do projecto Coral Sul LNG, liderado pela multinacional italiana ENI, projectada para o segundo semestre do corrente ano, marcará uma nova era.

“Trata-se de um projecto estruturante e capaz de gerar um grande impacto nas receitas do Estado, no incremento das exportações, no conteúdo local e na criação de emprego”, disse.

Disse ter a consciência da rapidez com que o mundo vive ou está a avançar com a agenda sobre as mudanças climáticas para um futuro sustentável para a humanidade.

Nyusi reconhece que as mudanças climáticas impõem ao mundo uma nova abordagem o uso de energias e combustíveis mais limpos, menos poluentes, e o gás natural apresenta-se como a melhor alternativa para a transição energética.

Moçambique tem condições objectivas para ser um actor importante na produção e exploração de gás natural para diversos destinos a escala global.

“De pequeno exportador para a região Austral de África passaremos a fazer parte da família dos exportadores mundiais de gás natural, juntamente com as nações aqui representadas”, afirmou.

Sobre a participação do país no evento, disse que se trata de uma plataforma de concertação, troca experiências e informações entre os países membros. Por isso, manifestou a sua convicção de que Moçambique vai aproveitar a oportunidade para obter informações que permitirão estruturar os projectos de gás natural para o benefício do povo, incluindo as futuras gerações.

Moçambique possui mais de 170 triliões de pés cúbicos de gás natural na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, na região norte. Segundo os analistas do sector, Moçambique possui reservas para, num futuro próximo, integrar a liga dos maiores produtores de gás natural do mundo inteiro.

Actualmente, decorrem obras na Bacia do para a instalação de uma plataforma flutuante, do projecto Coral Sul FLNG, liderado pela multinacional italiana ENI.

Segundo o cronograma, o projecto Coral Sul deverá começar a operar no segundo semestre deste ano com capacidade de produção anual de 3,4 milhões de toneladas de Gás Natural Liquefeito.

Moçambique possui ainda mais dois projectos, um liderado pela multinacional francesa TotalEnergies e outro pela ExxonMobil.

Na manha desta terça-feira, Nyusi foi recebido pelo Emir H H Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani à margem da cimeira.

Durante o encontro, passaram em revista as relações bilaterais entre os dois países e as formas de desenvolvê-las e aprimorá-las em diversos campos. O encontro também foi uma oportunidade para discutir os temas de maior destaque na agenda da Cimeira, particularmente o futuro da energia e do gás natural.

Participaram no Fórum os Presidentes da Argélia, Abdelmadjid Tebboune, o do Irão (Ebrahim Raisi), da Guiné Equatorial (Teodoro Obiang Nguema), o Chefe do Governo de Unidade Nacional do Estado da Líbia Abdul Hamid Mohammed Al Dbeiba, entre outros convidados.

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