Delegações do INSS Não Devem Ser Centros de Roubos: Nyusi

Delegações do INSS Não Devem Ser Centros de Roubos: Nyusi

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, insiste que o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) não deve ser espaço para acomodar pessoas que não tem nenhum compromisso com o bem-estar dos moçambicanos.

Segundo Nyusi, os gestores e funcionários do INSS devem ser capazes de gerir e rentabilizar as contribuições canalizadas à instituição.

“Repetimos a nossa advertência aos gestores e funcionários do INSS para a obrigatoriedade de serem intolerantes a todos actos de corrupção. As delegações do INSS não devem ser centros de recolha de dinheiro, de roubos. Devem, sim, ser centros de resultados e não de consumo”, disse Nyusi, falando sábado (12) após orientar a cerimónia de entrega formal do edifício, construído de raiz, que alberga a sede do INSS no distrito de Búzi, província central de Sofala.

“Não interessa termos edifícios sem qualidade na prestação de serviços. Também não fica bem passar o tempo todo a discutir corrupção numa instituição pública”, acrescentou.

A nova infra-estrutura do INSS no Búzi vai permitir que as 715 entidades empregadoras, 20.092 trabalhadores, incluindo os que trabalham por conta própria, e 141 pensionistas deixem de percorrer mais de 160 quilómetros para alcançar a sede provincial do INSS em Sofala, localizada na cidade da Beira.

O distrito de Búzi, essencialmente agrícola, é propenso a intempéries e, em 2019, foi um dos que mais sofreu os efeitos catastróficos do ciclone Idai. Aliás, o Presidente Nyusi recordou que o edifício do INSS foi construído exactamente no local onde ele próprio aterrou, a quando do Idai, porque boa parte estava inundada.

Com o empreendimento, o INSS em Sofala passa a ter três delegações distritais construídas de raiz, contando com os de Marromeu e Dondo. Brevemente será lançada a primeira pedra para a construção do edifício da delegação provincial do INSS.

Também serão erguidas a sede da delegação distrital de Nhamatanda, e postos de atendimento em Chemba, Caia, Chibabava, e Muxúnguè.

Neste quinquénio, a escala nacional, segundo o Presidente, está prevista a construção de 29 edifícios para delegações distritais, cinco para delegações provinciais, e vários postos de atendimento.

Nyusi considera a segurança social um direito humano porque contribui para prevenir e reduzir a vulnerabilidade dos moçambicanos. “A segurança social é um compromisso universal visto que a maioria da população mundial, cerca de 71 por cento, não usufrui de protecção social ou não está totalmente protegida, particularmente em África e Ásia.

Explicou que as contribuições canalizadas para o INSS, não apenas servem para a reforma, mas para o futuro distante caso da velhice, incapacidade para o trabalho, pobreza, situações de morte, entre outros.

“Por isso é que temos estado a exigir uma gestão transparente, e aposta em investimentos sustentáveis e rentáveis e formas profissionais de gestão para robustecer o nosso sistema de segurança social e aumentar a sua confiabilidade por parte dos contribuintes, beneficiários, e sociedade em geral”.

Apelou aos gestores e funcionários do INSS a evitarem financiar propostas de investimento “imaginárias ou por imitação”.

“Vamos evitar investimentos imaginários ou por imitação. Façam estudos para verificar se a proposta de investimento é rentável e sustentável”, referiu.

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