Plano Económico e Social 2021 Falha Meta em 28 Por Cento

Plano Económico e Social 2021 Falha Meta em 28 Por Cento

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O Plano Económico e Social (PES) referente a 2021 falhou em 28 por cento a meta estabelecida que fixava o cumprimento de 551 indicadores.

O balanço aponta que dos 551 indicadores previstos para 2021, 284, que corresponde a 52 por cento, alcançaram a meta planificada, e 112 (20 por cento) alcançaram de forma parcial.

O facto foi avançado hoje, em Maputo, pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, que falava durante a conferência de imprensa que teve lugar após o fim da 3ª sessão ordinária daquele órgão de soberania.

“O PES de 2021 falhou em 28 por cento, ou seja 155 [indicadores], o alcance da meta”, disse Impissa, que é também vice-ministro da Administração Estatal e Função Pública.

Segundo o porta-voz, as reservas líquidas internas fixaram-se em cerca de 5.1 meses de cobertura, ligeiramente abaixo dos 6.8 meses previstos no PES de 2021.

A inflação registou uma ligeira estabilidade ao situar-se em 5.79 por cento em relação aos cinco por cento previstos.

Registou-se uma apreciação do metical em relação as principais moedas nomeadamente, o dólar norte-americano e o rand.

A execução orçamental de 2021 aponta que a cobrança das receitas foi de 286.710 milhões de meticais (um dólar equivale a 63 meticais, ao câmbio corrente) correspondentes a 100,4 por cento da meta anual.

Em 2020, o governo cobrou um total de 235.213 milhões de meticais.

A despesa pública realizada foi de 354.393 milhões de meticais, contra 354.113 milhões de meticais em 2020.

Na mesma sessão, o Conselho de Ministros aprovou a revisão da lei que cria os Tribunais Marítimos.

Sobre a matéria, o porta-voz disse que os Tribunais Marítimos, além de órgãos soberanos com competências especializadas para administrar a justiça nos litígios inerentes a jurisdição marítima, deverão também apreciar as contravenções marítimas.

A proposta deverá ser submetida na Assembleia da República, o parlamento do país.

Ainda na mesma sessão, o governo confirmou a 2ª posição ocupada por Moçambique a nível da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) no tocante a pessoas vacinadas contra a COVID-19.

A nível do continente africano, o país ocupa a 4ª posição com mais pessoas que tomaram a vacina contra a pandemia.

Dados do Ministério da Saúde (MISAU) apontam que 84.331 pessoas foram vacinadas nas últimas 24 horas no país, com a 1ª e 2ª doses, e outras 45.580 pessoas receberam a dose de reforço, o maior número de vacinados com a dose de reforço, desde que o processo iniciou há duas semanas.

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