TOTALENERGIES Condiciona Retoma do Projecto de Gás Natural a Restauração da Segurança e Estabilidade

TOTALENERGIES Condiciona Retoma do Projecto de Gás Natural a Restauração da Segurança e Estabilidade

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A multinacional petrolífera francesa TotalEnergies condiciona a retoma do projecto de gás natural “Mozambique LNG”, na Área 1, na península de Afungi, distrito de Palma, província de Cabo Delgado, no extremo norte de Moçambique, a restauração de um clima de segurança sustentável e estável.

O projecto foi interrompido em Março, após o último ataque terrorista que resultou na morte de várias dezenas de pessoas, incluindo estrangeiros, e forçou outros milhares a procurar abrigo em locais mais seguros.

A posição foi expressa hoje, em Maputo, pelo Presidente do Conselho de Administração da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, em conferência de imprensa minutos após o término de uma audiência que lhe foi concedida pelo Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi.

“A minha próxima visita será em Palma, Mocímboa da Praia e Mueda e se eu verificar que a vida voltou à normalidade, assim como o funcionamento das instituições do Estado e que a população regressou, aí o projecto poderá recomeçar”, disse Pouyanné.

Pouyanné reconhece que muito progresso foi feito e, por isso, felicita o exército moçambicano, o contingente militar do Ruanda e a Missão Militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SAMIM).

Afirmou que este progresso é visível nos distritos de Mocímboa da Praia e Palma, mas ainda há algum progresso por fazer para garantir uma segurança sustentável. “Queremos ver as populações de volta às suas aldeias e o regresso a normalidade na vila de Palma e cidade de Mocímboa da Praia.

Afirmou que o objectivo da TotalEnergies é retomar o projecto no corrente ano.

Durante o encontro Moçambique e a TotalEnergies assinaram um acordo para a formação de 2.500 jovens moçambicanos, que poderão ser contratados para os projectos futuros que aquela multinacional projecta instalar no país.

Explicou a importância do acordo, afirmando que o objectivo é formar jovens moçambicanos, particularmente de Cabo Delgado, para que possam contribuir e participar activamente nos projectos daquela multinacional.

“Queremos que as populações e os residentes da região entendam que estamos lá não apenas para lhes dar alguma prosperidade, mas também para contribuir para o seu desenvolvimento”, disse.

Revelou que a TotalEnergies está a investir em vários projectos, incluindo o desenvolvimento da agricultura para que as pessoas possam, no futuro, produzir vegetais que poderão vender ao projecto.

Destacou a importância do conteúdo local afirmando, “quero que um pão que será comido por todas as equipes do projecto produzido pela população local e não por nós mesmos. Este é o exemplo de conteúdo local”.

Comentando sobre a visita do PCA da TotalEnergies, Nyusi disse que foi uma oportunidade para as partes avaliarem o que está a acontecer no terreno e uma das coisas que vamos fazer rapidamente juntos é trazer de volta a tranquilidade

A TotalEnergies é a operadora do Projecto Mozambique LNG, com 26,5 por cento, juntamente com a ENH Rovuma Área 1, S.A. (15 por cento), ONGC Videsh Rovuma Limited (10 por cento), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10 por cento), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10 por cento), e PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8.5 por cento).

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