Recuperação de Mangais é Chave Para Adaptação às Mudanças Climáticas

Recuperação de Mangais é Chave Para Adaptação às Mudanças Climáticas

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A Agência Espanhola de Cooperação e Desenvolvimento Internacional (AECID) defende que a recuperação das florestas de mangal é fundamental para a adaptação às alterações climáticas e aos efeitos dos ciclones e inundações.

De acordo com um comunicado de imprensa da AECID, um projecto de repovoamento e conservação dos mangais na capital de Moçambique, Maputo, está em fase piloto no âmbito de um programa gerido pelo Pacto de Autarcas na África Subsariana (CoM SSA). O projecto está sendo co-financiado pela União Europeia e pela AECID.

Maria Salazar da AECID observa por seu turno que “a vulnerabilidade de Moçambique às mudanças climáticas é extrema; aliás, é o país com maior índice global de risco climático segundo dados de 2019” e aponta que Moçambique possui grandes áreas costeiras expostas a frequentes ciclones tropicais, inundações e secas.

Saolazar que “o litoral moçambicano tem um grande aliado no combate às cheias e ciclones – os mangais. Eles protegem o litoral com seus densos sistemas radiculares que actuam como amortecedores naturais contra tempestades. Além disso, eles também fornecem um habitat de reprodução para a biodiversidade marinha e desempenham um papel ecológico crucial na fertilização, estabilização e regulação do microclima”.

No entanto, a fonte considera que os mangais de Moçambique estão ameaçados pelo aumento do nível do mar, mudanças na composição química dos oceanos, urbanização, poluição das indústrias e seu uso para lenha e materiais de construção, como estacas de madeira. A AECID lamenta que “se não forem tomadas medidas hoje, é muito provável que a taxa em que essas mudanças ocorram exceda a capacidade adaptativa das florestas de mangue e das espécies que nelas vivem”.

A AECID nota que é por isso que está a apoiar o projecto-piloto do município de Maputo para a recuperação dos mangais. O projecto envolve planos de regeneração de 102 hectares de mangal em Katembe usando mudas cultivadas no viveiro municipal. Isso será feito em conjunto com actividades para proteger a área e educar a população local sobre os benefícios do esquema.

O projecto também vai reformar as comportas que controlam a entrada e saída de água na Costa do Sol, permitindo a inundação controlada dos mangais. Uma passarela de pedestres também será construída para permitir que os visitantes vejam os mangais sem prejudicar o ambiente frágil.
Maria Salazar conclui que “litorais como o de Moçambique precisam de acção para proteger ecossistemas essenciais como os mangais e para combater as alterações climáticas”.

Desde sua fundação em 2015, o Pacto de Prefeitos na África Subsaariana (CoM SSA) apoiou a acção climática local com o compromisso político de mais de 250 governos locais. A iniciativa conta com o apoio da União Europeia por meio do Pacto Verde Europeu. É o capítulo regional de uma aliança internacional de cidades, o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia.

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