Acesso a Energia Atingirá 64 Por Cento Até 2024

Acesso a Energia Atingirá 64 Por Cento Até 2024

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, reiterou hoje a sua convicção no alcance da meta de acesso à energia para 10 milhões de moçambicanos, até 2024, e, por conseguinte, aumentar a taxa de cobertura nacional para 64 por cento contra os anteriores 44 por cento em finais de 2021.

Nyusi renovou a convicção durante a cerimónia de inauguração do sistema de electrificação do posto administrativo de Mitande, distrito de Mandimba, a 200 quilómetros de Lichinga, a capital da província de Niassa, norte de Moçambique, inserido no projecto de electrificação dos postos até 2024, e contribuir para o Projecto Energia para Todos que visa o acesso universal do recurso até 2030.

“Para o primeiro trimestre de 2022 está previsto o início de obras em 22 postos administrativos nas províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Zambézia, Tete, Manica, Inhambane e Gaza e com as acções levadas a cabo pela EDM, FUNAE e sector privado, mais de metade da população moçambicana terá acesso a energia até Dezembro deste ano”, garantiu Nyusi.

Em Mitande, os trabalhos de electrificação consistiram na implantação de uma subestação móvel com uma capacidade de 35 MVA (Megavoltampere), estando prevista a colocação duma unidade permanente. Construídos 11.3 quilómetros de linha de média tensão, mais 17 de baixa tensão, bem como 17 postos de transformação de 75 kVA (kilovoltampere) mais 170 candeeiros de iluminação pública.

Até ao momento, 1436 consumidores de diversos níveis estão ligados ao sistema cuja capacidade pode alcançar um universo de 3000 beneficiários, do posto administrativo cujo nome deriva de um rio e tem um total de 23 mil habitantes.

Entre os consumidores estão os moradores de bairros, residências, infra-estruturas públicas como o centro de saúde, escolas, posto policial, pequenas indústrias, estabelecimentos comerciais entre outros beneficiários.

A concretização da meta em Mitande, orçada em 3.15 milhões de dólares americanos, sobe para 30 o número de postos administrativos ligados à rede eléctrica nacional na mais extensa província moçambicana, faltando apenas nove a serem contemplados através de outras fontes alternativas como é o caso de sistemas fotovoltaicos (painéis solares).

Desta feita, Nyusi, que antes se dirigiu ao distrito de Mecula (463 quilómetros de Lichinga) para confortar as vítimas de ataques terroristas, afirmou que o acesso a energia torna as comunidades mais seguras, ajuda as pequenas empresas a prosperarem e facilita a prestação de outros serviços essenciais tais como os cuidados de saúde.

“É com a energia eléctrica que se cria um ambiente propício às inovações e surgimento de novas industrias que estimulam o crescimento económico e a geração de novos empregos”, disse Nyusi, apontando que levar a energia a todos os postos administrativos e iluminar o país continuará a ser um dos maiores desafios do governo que não poupará esforços para que ela chegue a todos os moçambicanos.

A chegada da energia à Mitande, posto do distrito onde está a fronteira mais movimentada com o vizinho Malawi, resultará não só na melhoria das condições de vida das populações, mas também da qualidade de energia fornecida àquele país vizinho.

Nyusi disse, por outro lado, que no sentido de materializar o desafio do acesso universal a energia, Moçambique propõe-se a explorar, de forma sustentável, as múltiplas fontes de energia e, para o efeito, é crucial a adopção duma nova lei de electricidade, com vista a induzir uma nova dinâmica de mercado.

Na ocasião, o Chefe de Estado apelou aos concidadãos no sentido de continuarem vigilantes na protecção da infra-estrutura, pois pessoas existem que gostam de furtar os cabos para usar na caça de ratos, e produção de armadilhas.

“Vamos todos participar e liderar a luta contra a vandalização de infra-estruturas, denunciando à polícia os praticantes desses actos”, ressaltou o estadista moçambicano.

Nyusi apontou a baixa utilização da estrada do corredor Lichinga-Cuamba, que, segundo disse, está até então apenas a embelezar a paisagem de Niassa, mas não está a produzir.

A província é muito rica, daí que essa estratégica e importante rodovia deve ser igualmente usada para produzir, através da promoção do turismo, porquanto Niassa tem o terceiro maior lago no continente, bem como uma das maiores áreas de conservação (Reservas do Niassa), para além dos óptimos níveis de produção agrícola.

Em Julho de 2021, Nyusi inaugurou os sistemas de electrificação dos postos administrativos de Macaloge, distrito de Sanga, e Itepela no distrito de Ngaúma, que contribuíram à melhoria dos serviços sociais básicos como o fornecimento de água potável, sistemas de comunicação, entre outros serviços.

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