Japão Apoia Pesca Artesanal com Oferta de 200 Barcos

Japão Apoia Pesca Artesanal com Oferta de 200 Barcos

Já foi lido 179vezes!

O Governo japonês anunciou hoje a oferta de 200 barcos de pesca artesanal para as populações residentes nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, na região norte de Moçambique, orçados em 2, 6 milhões de dólares, no âmbito do fundo de desenvolvimento da Economia Azul.

“A oferta é a materialização da assinatura de um acordo jurídico de cooperação rubricado a 17 de Dezembro entre os dois Governos com o objectivo de promover o desenvolvimento da capacidade de pequenos grupos de pescadores no processamento de produtos pesqueiros, tomando em conta o aumento de renda e melhoria de subsistência, através, do uso de práticas e tecnologias sustentáveis”’, disse director da Direcção para Ásia e Oceânia, no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Ismael Valigy, em conferência de imprensa hoje, em Maputo.


Enalteceu o gesto do governo nipónico, afirmando que no âmbito de combate ao terrorismo em Moçambique, o “Japão forneceu um navio de vigilância costeira para a zona norte do país”.
Por seu turno, o Embaixador do Japão, Kimura Hajime, explicou que o projecto surge em reposta aos ataques terroristas que resultaram na perda de infra-estruturas e bens, e deixaram as populações deslocadas sem meios de subsistências.
“Para ajudar no combate ao terrorismo temos cooperado com o Governo moçambicano em três áreas, incluindo humanitária, Polícia Costeira e desenvolvimento económico. Neste contexto, já desembolsamos 28 milhões de dólares, sendo a maior parte destinada ao apoio humanitário”, disse.

A fonte anunciou que desde o ano passado já foram investidos cerca de nove milhões de dólares na Polícia Costeira, desde ano passado, dos quais dois milhões para o fornecimento de equipamento. “Para este ano, fornecemos um navio de patrulha, avaliado em sete milhões de dólares. No desenvolvimento económico, é necessário haver mais projectos direccionados aos jovens para evitar que sejam recrutados para as fileiras terroristas.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração do ProAzul, Miguel Langa, que participou do evento, o projecto vai abranger cerca dois mil pescadores organizados em associações e outros beneficiários indirectos inseridos na cadeia de valores da pesca.

“A nossa expectativa como fundo de desenvolvimento da Economia Azul é que este contributo sirva como catalisador tecnológico e administrativo para dinamizar a actividade pesqueira, sobretudo nas zonas críticas no norte do país, visto que a pesca é uma das principais actividades de subsistência das comunidades”.

Langa garante que a gestão das embarcações será acompanhada por um sistema de monitoria que consiste na verificação do registo dos pescadores para apurar se possuem a licença de pesca e praticam a actividade em momentos e lugares apropriados.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

pt_PT