Movimento Fronteiriço Com Tendência Crescente

Movimento Fronteiriço Com Tendência Crescente

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As fronteiras moçambicanas continuam a registar uma tendência crescente do movimento migratório.

Só entre 04 e 10 de Dezembro corrente o movimento cresceu na ordem de 20 por cento, comparativamente a igual período de 2020.

“Significa que os postos de travessia nacionais foram escalados por 43.138 viajantes [contra 34.322 de igual período de 2020] de diversas nacionalidades, dos quais 21.049 entrados e 22.089 saídos”, refere um comunicado de imprensa do Serviço Nacional de Migração (SENAMI) enviado hoje à AIM.

O documento explica que do total dos viajantes entrados 10.594 são nacionais e 10.455 estrangeiros, e dos saídos 11.953 são nacionais e 10.136 estrangeiros.

O posto de travessia de Ressano Garcia, na província de Maputo, sul do país, foi o que registou maior fluxo migratório com 22.486 viajantes, seguido pelo Aeroporto de Mavalane, na cidade de Maputo, com 3.854, e posto de travessia de Zóbuè, na província central de Tete, com 2.905 viajantes.

Com 8.909 registos, cifra correspondente a 20 por cento, a nacionalidade malawiana foi a que mais se destacou, seguida da sul-africana com 8.485 casos (19 por cento), e zimbabweana com 1.779 (04 por cento).

No mesmo período, a corporação repatriou cerca de 83 cidadãos estrangeiros, contra 33 de igual período de 2020, o que corresponde a um aumento de mais de 100 por cento. Todos encontravam – se em situação irregular que resulta da intensificação das acções de fiscalização para averiguar a situação migratória de cidadãos estrangeiros em Moçambique.

Comparativamente a semana anterior (21 de Novembro a 03 de Dezembro corrente) registou-se um aumento de cidadãos estrangeiros repatriados em mais de 100 por cento, pois neste período ocorreram 29 repatriamentos.

“Trata-se de 23 burundeses, 19 paquistaneses, 15 malawianos, 11 bengalis, cinco congoleses, três zimbabweanos, dois ruandeses, igual número de sul-africanos, um nigeriano, um português e um chines. Os mesmos encontravam-se na situação imigração clandestina, falta de meios de subsistência e permanência ilegal”, lê-se na nota.

O posto de travessia de Zòbué, na província de Tete, foi o que registou maior número de repatriados com 35 casos, seguido pelo Aeroporto de Mavalane, na cidade de Maputo, com 27 e posto de travessia de Biribíri, na província central de Tete, com nove viajantes.

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