Adin Abre Janela de Oportunidades Para Projectos dos 53 Distritos da Região Norte

Adin Abre Janela de Oportunidades Para Projectos dos 53 Distritos da Região Norte

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A Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) está a realizar encontros com os administradores dos 53 distritos das províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado, norte de Moçambique, para discussão de intenções comuns e específicas nos sectores socioeconómicos.

A intenção é criar uma carteira de proteicos da ADIN para negociar com potenciais investidores e parceiros. Neste momento decorre a fase de recepção de propostas elaboradas pelos governos distritais das províncias em questão.

O presidente da ADIN, Armindo Ngunga, disse a jornalistas, em Nampula, nesta terça-feira (14), após encontro com os administradores dos 23 distritos da província com mesmo nome, que está também em apreciação o projecto da criação de assentamentos humanos ou aldeias estruturadas, a exemplo de “Marokani”, no distrito de Ancuabe, em Cabo Delgado, e Corrane, em Nampula.
Actualmente a aldeia de “Marokani” alberga pouco mais de sete mil pessoas enquanto o campo de deslocados de Corrane conta, actualmente, com pouco mais de seis mil.

“O desenvolvimento do ser humano, em primeiro lugar, tem que se reflectir na forma como organizamos os seus assentamentos. As nossas aldeias devem ser infra-estruturadas, com ruas, parques infantis, campos de jogos, …, numa visão regional, neste caso falamos de Cabo Delgado, Niassa e Nampula”, afirmou Ngunga.

Argumentou que, no norte do país, o desenvolvimento é rural e as pessoas estão simplesmente dispersas. “É preciso que as pessoas estejam organizadas em aldeias bem infra-estruturadas onde esteja previsto tudo o que vai acontecer em termos de colocação de serviços básicos”.

“Desenvolvimento do norte tem de ser rural, porque o norte é rural. Estamos a insistir em que precisamos mais do que nunca de infra-estruturar, fazer um ordenamento territorial das nossas aldeias, se necessário uma requalificação para que estas sejam funcionais, atractivas para que as pessoas não fujam da sua aldeia natal só para ir ver alguma coisa na cidade e depois chegar lá multiplicar o número de pessoas sem nenhum abrigo”, disse.
O alto nível de desnutrição (48 por cento) é também uma realidade comum em todas as províncias da zona norte de Moçambique, o que Ngunga qualifica de autêntica calamidade.

“É uma questão preocupante, a desnutrição crónica que é uma autêntica calamidade aqui na região, e que afecta, sobretudo, o desenvolvimento humano. É um assunto que deve ser enfrentado com firmeza para que não continue a atrapalhar o desenvolvimento”, salientou.

Segundo Ngunga, os encontros que as equipas da ADIN estão a manter, com os gestores dos territórios das três províncias do norte, irão permitir a identificação de pontos de convergência para uma actuação focada em projectos comuns.

“Temos trabalhado no campo para sistematizar os dados, construir uma carteira de projectos e, depois, em função disso, vamos procurar os recursos financeiros para executá-los, não como província apenas, mas em função das áreas específicas e também daquilo que se possa considerar que sejam projectos mais abrangentes para as três províncias”, explicou.
Citou, como exemplo, os casos das vias de acesso e a construção de represas.

“Há muitas áreas, mas uma em comum de que se fala muito aqui na região são as vias de acesso. Uns dizem para zonas turísticas, outros para as de produção”, disse.

Acrescentou que outra área comum e importante está relacionada com a construção de represas. “Por isso temos que avaliar e ver como tratarmos essas questões seriamente”, anotou.

A área de actuação da ADIN tem uma superfície de 293.288 km2; 10.4 milhões de habitantes (36 por cento da população nacional); 27 milhões de hectares de terra arável; 430 quilómetros de linha da costa e 17 municípios.

A Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) é uma instituição pública de promoção de acções de carácter multiforme com vista ao desenvolvimento socioeconómico das províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula.

Foi criada pelo Decreto 9/2020 de 18 de Março do Conselho de Ministros, e tem como visão e missão impulsionar um desenvolvimento inclusivo, harmonioso e sustentável da região norte, contribuindo para o desenvolvimento de Moçambique.

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