Moçambique Anuncia Sexto Concurso de Pesquisa de Petróleo

Moçambique Anuncia Sexto Concurso de Pesquisa de Petróleo

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O Instituto Nacional do Petróleo (INP) lança quinta-feira, em Maputo, o sexto concurso para a prospecção de petróleo em Moçambique.

Ao todo, serão 16 novos blocos seleccionados para serem concessionados às empresas interessadas em desenvolver a pesquisa e produção de hidrocarbonetos no país.

As áreas em questão estão distribuídas por quatro áreas distintas, todas em offshore, compreendendo mais de 92 mil quilómetros quadrados.

Fonte do INP não especificou a localização exacta das áreas a serem concessionadas, mas o “Notícias” apurou que cinco estão na Bacia do Rovuma, ao largo de Cabo Delgado, norte do país, cujas jazidas começam a ser exploradas em 2022; sete na bacia de Angoche, também ao largo da região norte, e as restantes no centro, no delta do rio Zambeze e região do rio Save.

Com vista ao lançamento do 6.º concurso de concessão de áreas de pesquisa e exploração, o INP levou a cabo, primeiro, o processo de nomeação de áreas. Este exercício tinha em vista a identificação das áreas eleitas pelas companhias petrolíferas, que licenciaram os dados geológicos e geofísicos inerentes às bacias sedimentares de Moçambique para que estas constem do concurso.

Trata-se de um processo que iniciou em Dezembro de 2019, com a formulação de convites para as companhias petrolíferas relevantes.

O processo de auscultação destas companhias decorreu de 5 de Fevereiro a 15 de Março de 2020, tendo contado com a participação das concessionárias Total, Shell, ExxonMobil, BP, ENI e Sasol.

Devido à pandemia da Covid-19 algumas companhias, tais como CNOOC, não puderam se envolver directamente nos encontros, embora continuassem interessadas em participar no concurso.

Seguiu-se mais tarde a avaliação dos dados existentes com vista à melhor definição das áreas que deverão constar do concurso, baseando-se no conhecimento da instituição assim como nos dados resultantes dos fóruns de interação promovidos conjuntamente com as companhias.

Após este processo, as áreas propostas para o concurso foram submetidas à aprovação do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), ao que se seguiu ainda o processo para a definição dos pacotes de dados relevantes e o programa de trabalhos mínimos bem como a elaboração dos respectivos termos de referência do concurso público.

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