PMA Apoia Pequenos Agricultores com Medidas de Resiliência Climática

PMA Apoia Pequenos Agricultores com Medidas de Resiliência Climática

Já foi lido 111vezes!

O Programa Mundial para a Alimentação (PMA), em parceria o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER), o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e parceiros locais, está a apoiar a preparação de extensionistas e pequenos agricultores para a próxima campanha agrícola com medidas de resiliência climática em três províncias moçambicanas.

Espera-se que os agricultores das províncias de Gaza, Tete e Sofala consigam ser mais resilientes, protegendo seus meios de subsistência dos choques climáticos na campanha agrícola 2021- 2022.

“Cerca de 130 extensionistas dos Serviços Distritais de Actividades Económicas (SDAE) e dos parceiros de cooperação (Action Aid, CCM, Kulima, ACEAGRARIOS, ADRA) foram capacitados com medidas de resiliência climática rural”, indica um comunicado daquela organização das Nações Unidas.

Acrescenta que os extensionistas são os multiplicadores do conhecimento e estão a treinar cerca de 10 mil pequenos agricultores nas províncias.

Entre os meses de Agosto e Outubro, os extensionistas e pequenos agricultores de Gaza, Tete e Sofala receberam treinamentos sobre boas práticas de agricultura, assim como medidas de resiliência climática.

“Eu aprendi a preparar a terra antes com capim, estrume e água, e deixar estar por três meses para a terra ficar boa e húmida para plantar”, explicou Lucrencia Chilaule, agricultora de 51 anos e chefe de uma família de cinco pessoas no distrito de Guijá, citada no comunicado.

Enquanto esperava a terra ficar boa e a época das chuvas chegarem, Lucrencia e as outras agricultoras da Escola Machamba do Camponês 25 de Setembro formavam suas mudas. “No próximo mês, vamos plantar as mudinhas na terra preparada e esperar pela chuva do fim do ano”, contou Lucrencia.

As medidas de resiliência climática incluem a partilha de informações climáticas e interpretação das previsões meteorológicas recebidas pelo INAM e disseminadas pelas rádios locais a fim de mitigar os riscos de desastres e adaptar as actividades rurais, o mapeamento dos recursos disponíveis, a seleção de culturas mais apropriadas, o manejo de pragas, entre outras actividades.

“Esperamos que este programa de resiliência ajude a reduzir as perdas agrícolas e proteja a segurança alimentar e os meios de subsistência de mais de 50 mil pessoas”, disse o Director Nacional Adjunto do PMA, Pierre Lucas.

A fonte disse que o objectivo é que as agricultoras e os agricultores sejam mais resilientes às mudanças climáticas, controlando melhor os riscos ligados ao clima.

A metodologia utilizada pelos extensionistas e pequenos agricultores para a resiliência climática é chamada Serviços Climáticos Integrados Participativos para a Agricultura (PICSA, na sigla em inglês), que apoia os produtores na tomada de decisões informadas pelo clima, desenvolvida pela Universidade de Reading e implementada pelo PMA há dois anos em Moçambique.

A iniciativa para a resiliência dos pequenos agricultores moçambicanos á fruto do apoio concedido por parceiros como a FAO no projecto Ação Pró-Resiliência (PRO-ACT), financiado em três milhões de dólares norte-americanos pela União Europeia.

E também é aplicada a outros projectos do PMA financiados pela Agência de Cooperação Internacional da Coreia (KOICA) em 5,7 milhões de dólares, a Agência Flamenga de Cooperação Internacional (FICA) em 2,5 milhões de dólares e o Green Climate Fund (GCF) em 9,25 milhões de dólares.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

pt_PT