Aumento dos Preços de Combustíveis “Não é Vontade do Governo”

Aumento dos Preços de Combustíveis “Não é Vontade do Governo”

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O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, assegura que o aumento dos preços de combustíveis, ocorrido a 21 de Outubro último, não foi por um mero capricho do governo, mas deve-se ao facto de Moçambique ser um país importador líquido à semelhança de muitos outros da região e do mundo.

“O aumento dos preços de combustíveis não acontece somente no nosso país como uma simples vontade do Governo, mas sim também ocorre em outros países da região, do continente e do mundo, importadores de combustíveis”, afirmou hoje, em Maputo, o Primeiro-Ministro, falando na IV sessão ordinária da Assembleia da República reservada a esclarecimentos do governo sobre a subida dos preços dos combustíveis.

O governante explicou que os preços de combustíveis praticados a nível interno são influenciados, fundamentalmente, pelo preço do petróleo e seus derivados no mercado internacional, como são os casos da gasolina, gasóleo, petróleo de iluminação, de entre outros.

Reafirmou que para amortizar o impacto da subida dos preços de combustíveis no custo de vida dos moçambicanos, o “Governo continuará atento e a adoptar medidas realistas que assegurem a protecção das actividades dos sectores dos transportes, agrícola, pesqueiro, entre outros, que são vitais na vida da população”.

Segundo o Primeiro-Ministro, nenhum país importador de combustíveis irá resolver o problema da subida dos preços destes produtos sem uma base produtiva interna muito forte.

“Só com o aumento da produção e produtividade interna é que poderemos assegurar o crescimento da nossa economia e redução do custo de vida no nosso país”, frisou.

“Sob a firme e pragmática liderança de Filipe Nyusi, Presidente da República de Moçambique, e com o envolvimento e empenho de todos moçambicanos, iremos garantir o contínuo crescimento da nossa economia, o que nos permitirá ultrapassar os desafios do momento e continuarmos a caminhar rumo ao progresso e bem-estar do povo”.

A sessão de esclarecimentos do governo sobre a subida dos preços dos combustíveis foi solicitada pela Renamo, o maior partido da oposição.

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