Indice de Robustez Empresarial Cai Para 26 Por Cento no Terceiro Trimestre de 2021

Indice de Robustez Empresarial Cai Para 26 Por Cento no Terceiro Trimestre de 2021

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O Índice de Robustez Empresarial (IRE) registou uma retracção no III trimestre de 2021 em Moçambique, face ao II trimestre, passando de 29 para 26 por cento, ou seja uma variação negativa de 3 pontos percentuais.

A variação negativa deriva do aperto das medidas restritivas para o combate à COVID-19, aumento dos custos de transporte devido a recente crise global de logística, depreciação cambial e aumento dos salários mínimos.

A informação foi partilhada, esta terça-feira, em Maputo, pelo vice-presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Zuneid Calumias, durante o Economic Briefing sobre o desempenho empresarial do III trimestre de 2021 e perspectivas para o IV trimestre.

“O III Trimestre de 2021 foi, igualmente, marcado por mudanças legislativas que impactaram adversamente o ambiente de negócios, com destaque para a aprovação do novo regulamento de Selagem de Bebidas Alcoólicas e Tabaco Manufacturado cujo impacto é o agravamento dos custos do sector empresarial, sobretudo as indústrias cervejeiras’, explicou.

Contudo, disse Calumias, não se pode deixar de destacar as medidas regulatórias que impactaram positivamente o ambiente de negócios, nomeadamente a eliminação da garantia provisória em concursos para a contratação de empreitadas de obras públicas e fornecimento de bens e serviços ao Estado, bem como a aprovação da instrução que impõe maior disciplina na fiscalização rodoviária aos comandos provinciais da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Quanto ao ambiente macroeconómico, segundo o vice-presidente da CTA, entre o II e o III trimestre de 2021 nota-se uma tendência de deterioração, tendo o índice de ambiente macroeconómico registado uma queda em 3pp, de 50 por cento para 47 por cento, devido à depreciação do cambial e aceleração da inflação, num contexto de manutenção das taxas de juros de crédito.

Para o IV trimestre de 2021, no geral, espera-se uma melhoria do desempenho empresarial devido ao alívio das medidas restritivas de combate à pandemia da COVID-19, anunciado a partir de Setembro, que poderão contribuir para a retoma do funcionamento da máquina empresarial.

Embora o alívio das medidas recentemente anunciadas possa contribuir positivamente para o desempenho empresarial, a CTA defende a adopção de medidas excepcionais nos sectores gravemente afectados pelas restrições, sobretudo o ramo da hotelaria e restauração.

‘Neste âmbito, propomos a abertura das praias de segunda a sexta-feira, das 06h00 as 17h00 para os banhistas, assegurando o acesso a praia dos hóspedes dos hotéis com base numa senha que confirma a sua condição de hóspede, para os hotéis que estão a beira do mar, adopção de legislação de uso de praias adequada com sinalização de permissão e proibição de uso de certas áreas da praia’, avançou.

A CTA propõe também o aumento do número de pessoas nos eventos sociais em recintos adequados ou que tenham cumprido com o protocolo sanitário.

Quanto ao índice de tendências de emprego, um indicador quantitativo que representa as perspectivas de emprego para o curto prazo introduzido nesta edição, a fonte referiu que entre o II e III trimestre de 2021 registaram uma queda de 111,24 para 106,46 por cento, o que representa uma queda de 4,74 pontos.

‘Esta queda do índice de emprego é explicada pela tendência desfavorável dos factores que representam a procura pelo factor de trabalho do lado das empresas, nomeadamente, a disposição a contratar mais trabalhadores, número de vagas de emprego, e empregos temporários e em tempo parcial’, anotou.

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