Moçambique e Zimbabwe Firmam Acordo de Gestão Partilhada de Bacias Hidrográficas

Moçambique e Zimbabwe Firmam Acordo de Gestão Partilhada de Bacias Hidrográficas

Já foi lido 160vezes!

Moçambique e Zimbabwe rubricaram hoje (27), em Maputo, um acordo de gestão de uso competitivo de água e dos ecossistemas associados nas bacias hidrográficas dos rios Púnguè, Búzi e Save, com duração de quatro anos e um custo de seis milhões de dólares norte-americanos.

O acordo visa a conservação, uso sustentável e mitigação dos riscos dos recursos hídricos transfronteiriços partilhados entre Moçambique e Zimbabwe, ao longo do corredor da Beira, zona centro de Moçambique, tido como importante corredor económico do país do interior, com impactos associados ao meio ambiente.

O protocolo em alusão tem a componente de aviso prévio e mitigação de cheias e secas nas referidas bacias hidrográficas, o reforço da capacidade para a gestão dos eventos extremos que tem ocorrido ciclicamente nos dois países, bem como a melhoria dos ecossistemas de água, através de uma gestão conjunta e integrada.

O acto foi dirigido pelo ministro moçambicano das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos de Moçambique, João Machatine, na presença, em formato virtual, do ministro da Terra, Agricultura, Pescas, Águas e Assentamentos Rurais do Zimbabwe, Dr. A. Maruka, evento que coincidiu com a realização do VII Conselho Coordenador do pelouro das obras Públicas e Habitação de Moçambique.

A execução do projecto estará a cargo dos ministérios de tutela dos dois países, com auxílio da União Internacional para a Conservação da Natureza e a agência executora bilateral a nível da região.

Falando sobre o acordo, Machatine enfatizou a importância da cooperação regional a nível da SADC, no que tange a gestão partilhada e equilibrada das bacias hidrográficas, esforços que irão reduzir o grau de vulnerabilidade de choques climáticos que os dois países enfrentam, uma vez que partilham cerca de nove bacias, das 15 existentes na região.

“Das 15 bacias hidrográficas existentes na região, nove são partilhadas e todas desaguam aqui no nosso território. Isso faz com que em momentos de muita precipitação e elevado escoamento, o nosso país fica afectado por inundações que destroem as nossas infra-estruturas e campos de produção agrícolas”, disse Machatine.

De acordo com o ministro, esses fenómenos causam, igualmente, destruição de residências e provocam deslocações das populações que vivem nas zonas de risco, bem como nos momentos de seca, os países à montante, por falta de um acordo, e não partilharem os poucos recursos que armazenam com o país à jusante, no caso, Moçambique.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

pt_PT