Chitas Voltam à Reserva Especial de Maputo

Chitas Voltam à Reserva Especial de Maputo

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A população de chitas voltou a povoar as planícies da Reserva Especial de Maputo (REM), no distrito de Matutuíne, província de Maputo, sul de Moçambique, 60 anos depois, em resultado do trabalho da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), em parceria com a Ashia Cheetah Conservation.

Trata-se de quatro chitas, dois machos transportadas da Reserva Privada de Caça & Beyond Phinda, no KwaZulu-Natal, e uma fêmea adulta e a respectiva cria, idos da Reserva Privada de Caça Waterval, na África do Sul.

Segundo o “Notícias”, o facto ocorreu igualmente graças à colaboração da Peace Parks Foundation (PPF), Endangered Wildlife Trust (EWT) e Mozambique Wildlife Alliance (MWA).

Os animais foram libertos no passado dia 22 de Outubro, numa área aberta da reserva e estão a ser monitorados diariamente pela gestão da REM, em parceria com a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), o mais antigo estabelecimento de ensino superior em Moçambique, e EWT.

As chitas foram doadas pela Ashia, que também custeou a translocação, incluindo transporte, vacinação e a colocação de colares de rastreamento para a monitoria dos animais no seu novo ambiente.

Segundo Mateus Mutemba, director-geral da ANAC, citado pelo “Notícias”, a reintrodução da chita, um carnívoro de pequeno porte, é uma medida de gestão que visa não só a gestão da capacidade ecológica da reserva para acomodar herbívoros, como também o acréscimo de uma espécie ameaçada de extinção, que pode ser observada por quem visita a reserva.

“Estamos empenhados em expandir e salvaguardar os preciosos activos ecológicos da Reserva Especial de Maputo, uma região que protege património natural de elevada significância para Moçambique. A reintrodução da chita tornou-se mais um marco histórico de conservação em Moçambique e do desenvolvimento contínuo do parque”, sublinhou Mateus Mutemba.

Indicou que já foram reintroduzidos cerca de cinco mil animais herbívoros de várias espécies desde 2010, altura em que começou a restauração da REM.

Mutemba referiu também que o melhoramento das condições de protecção e do próprio habitat permitiram um bom crescimento dos herbívoros, agora estimados em perto de 12 mil animais no parque.

Por sua vez, Marna Smit, directora da Ashia Cheetah Conservation, apontou que o repovoamento de chitas em áreas protegidas é uma das principais estratégias para reduzir o risco de extinção, alimentado pela perda de habitat e eventos como perseguição por caçadores furtivos, esgotamento de presas e doenças.

A introdução destes animais, extintos na região há décadas, foi considerada adequada após um estudo de viabilidade realizado pela EWT, que também geriu a selecção e realocação dos animais para o país.

As chitas têm o papel de manter o equilíbrio necessário dos rácios ideais de herbívoros de sua preferência em toda a re-erva.

A chita, (Acinonyx jubatus) de nome científico, é o mamífero terrestre mais rápido do mundo em curtas distâncias, podendo atingir entre 80 e 130 Km/h em corrida.

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