Necessários 10,6 Mil Milhões De Meticais Para Época Chuvosa 2021/2022

Necessários 10,6 Mil Milhões De Meticais Para Época Chuvosa 2021/2022

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O governo moçambicano anunciou hoje (18) que precisa de mobilizar 10,6 mil milhões de meticais (um dólar equivale a 63 meticais ao câmbio do dia) para o Plano de Contingência 2021/202.

Deste montante, o governo tem disponíveis 3,3 mil milhões de meticais, que se traduz num défice de 7,3 mil milhões de meticais.

O referido plano é um instrumento que visa desencadear acções preventivas e de protecção para cerca de 1,5 milhões de pessoas que poderão ser afectadas por cheias, ciclones, inundações e outros eventos durante a época chuvosa 2021/2022.

Para o efeito, o governo realizou esta segunda-feira, em Maputo, o Conselho Coordenador de Gestão e Redução do Risco de Desastres para aprovar a proposta do Plano de Contingência, bem como mobilizar os parceiros de cooperação para suprir o défice existente.

O Primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, que dirigiu o encontro, disse que durante a época chuvosa que está prestes a iniciar, o país poderá registar chuvas acima do normal nas províncias do centro e sul do país nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro, e no primeiro trimestre de 2022, na região norte de Moçambique.

“Como consequência, há grandes probabilidades de termos cheias nas bacias hidrográficas de Maputo do Umbelúzi, Incomáti, Limpopo, Búzi, Púnguè, Savane e Licungo e, por isso, temos que fazer de tudo para evitar perdas de vidas humanas no futuro, daí que temos que planificar, a tempo, as acções de prontidão, resposta e de recuperação”, explicou o governante.

Segundo Carlos Agostinho do Rosário, o plano irá gerir e responder as diversas situações que poderão ocorrer durante este período, incluindo sismos, gestão da pandemia e das populações afectadas pelas acções terroristas na província de Cabo Delgado, norte do país.

“Este plano de contingência também inclui população em risco devido ao terrorismo, ataques armados na zona centro e problemas decorrentes da Covid-19”, acrescentou.

Afirmou que para o sucesso da implementação do plano de contingência é necessário o envolvimento de todos a nível do governo, dos parceiros de cooperação, sociedade civil entre outros actores.

Por sua vez, a presidente do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), Luísa Meque, explicou que o défice de 7,3 mil milhões de meticais que se regista poderá ser preenchido pelos parceiros de cooperação nacionais e internacionais.

“Apelamos para que os vários esforços que têm sido feitos na mobilização de recursos possam ser canalizados ao Fundo de Gestão de Calamidades para podermos dar uma resposta às diferentes necessidades que serão trazidas para fazer face a esta época chuvosa. Mas, temos a consciência de que teremos que envolver um maior número de parceiros a nível nacional, assim como internacional, para dar uma melhor resposta a questão do défice financeiro que temos”, explicou.

Luísa Meque disse ainda que para mitigar o impacto da época chuvosa 2021/2022 já estão disponíveis barcos e pontes metálicas para facilitar as operações de busca e resgate de possíveis vítimas de cheias e inundações no país.

Sobre a época chuvosa anterior, Meque disse que a mesma foi caracterizada por uma precipitação próximo da média. As zonas centro e sul do país são as que evidenciaram chuvas acima do normal.

Até ao final da época chuvosa passada, foram registados cerca de 104 óbitos e milhares de pessoas ficaram afectadas pelos diferentes fenómenos naturais.

O plano de contingência de 2020/2021 estava orçado em 7,2 mil milhões de meticais.

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