Aderir Processo de Normalização Para Garantir Qualidade de Produtos

Aderir Processo de Normalização Para Garantir Qualidade de Produtos

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O Governo moçambicano desafia as Pequenas e Médias Empresas (PME’s) a aderirem ao processo de normalização por meio de uso das normas técnicas de forma a garantir qualidade aos seus produtos e serviços.

O repto foi lançado esta quinta-feira (14), em Maputo, pela vice-ministra da Indústria e Comércio, Ludovina Bernardo, durante o seminário sobre normalização, evento inserido no âmbito das celebrações do dia internacional da Normalização que hoje se assinala, sob o lema ″Compartilhar uma Visão para um Mundo Melhor″.

″O processo de normalização é uma ferramenta fundamental para os processos de produção das nossas Pequenas e Médias Empresas, para que sejam elas a assumirem o papel fundamental de industrializar Moçambique, de modo a que o país tenha capacidade de produzir e fornecer produtos e serviços com qualidade, por meio de normas técnicas e capitalizar as oportunidades que isso cria para o comércio interno e externo″, explicou.

Ludovina Bernardo afirmou que a normalização é uma actividade destinada a estabelecer disposições para uma utilização comum e repetida, face a problemas reais ou potenciais, visando a obtenção do grau óptimo de organização num dado domínio.

″A normalização é ainda o processo de formular e aplicar regras com o propósito de estabelecer uma ordem numa actividade específica, para benefício de todos os interessados e em particular, para a obtenção de uma economia óptima, respeitando as exigências funcionais e de segurança″, salientou.

Na protecção do consumidor, afirmou a fonte, a normalização contribui através da garantia da qualidade de produtos e serviços provendo a sociedade de meios eficazes para aferir a qualidade dos mesmos.

Contribui também, para a eliminação de barreiras técnicas ao comércio, por forma a evitar a existência de regulamentos conflituantes sobre produtos e serviços em diferentes países, facilitando, assim, o intercâmbio comercial.

Por sua vez, o director geral do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ-IP), tutelado pelo Ministério da Indústria e Comércio, Geraldo Albasini apelou as empresas nacionais a aderirem ao processo de utilização de normas técnicas.

″O nosso apelo vai para os empresários e os agentes económicos que ainda não aderiram ao processo de utilização de normas técnicas e ao processo de certificação para que abracem, pois futuro é esse, e este é o caminho que deve ser seguido″ sublinhou.

Acrescentou que o uso das normas técnicas garante a qualidade dos produtos, melhora a qualidade dos serviços, diminui o desperdício no processo de produção bem como garante a sustentabilidade da actividade.

Na ocasião, foram certificados três produtos e 18 empresas em sistemas de gestão, uma demonstração do comprometimento das organizações com a eficiência, satisfação dos colaboradores, clientes e meio ambiente no período de Janeiro a Julho do presente ano.

Sobre a certificação das empresas, Albasini referiu que é um benefício tanto para a organização e também para o consumidor porque é a garantia que se dá de que o produto é de qualidade, cumpre com as especificações técnicas e é seguro para o consumidor.

″Com a certificação incrementamos o nível de organização da empresa, habilitamos a empresa a fornecer produtos com qualidade, habilitamos a empresa para mercados mais exigentes e a conseguir contractos com grandes projectos″, disse.

Desde o início do processo em 2011, apenas 100 empresas já foram certificadas e espera-se até ao final do ano a certificação seja de 120 empresas.

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