Disponíveis Mais de 30 Milhões de Dólares Para Conservação da Biodiversidade

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A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) anunciou hoje (06), em Maputo, a disponibilidade de mais de 30 milhões de dólares para apoiar projectos de conservação da biodiversidade em Moçambique.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Fundação, Narciso Matos, o montante foi conseguido graças ao apoio de parceiros com a finalidade de garantir a manutenção e preservação das espécies que são alvo de abate por parte de caçadores furtivos e populações que procuram meios de subsistência.

“Nós tínhamos pensado que ao fim de cinco a sete anos deveríamos ter conseguido um montante na ordem de 30 milhões de dólares para a protecção da biodiversidade, mas queremos assegurar que até ultrapassamos o valor. Temos muitos mais”, assegurou Matos, nesta quarta-feira (06), em Maputo, no decurso da 11ª Assembleia Geral do Consórcio de Fundos Africanos para o Meio Ambiente (CAFE), que decorre num modelo híbrido, de 06 a 08 do mês em curso.

Matos explicou que o montante multiplicou graças a estratégia usada pela organização que consistiu em depositar o valor numa conta a prazo num dos bancos da praça, facto que possibilitou o aumento da disponibilidade de fundos para conservação.

Com o montante, a BIOFUND conseguiu apoiar o pagamento de salários dos funcionários afectos as áreas de protecção e conservação das espécies durante o período em que vigoravam as restrições devido a pandemia da Covid-19, altura em que as estâncias turísticas foram forçadas a encerar as portas devido a queda de receitas.

Segundo a fonte, em caso de despedimento dos funcionários, vários animais selvagens estariam abandonados, facilitando a acção dos furtivos e o abate, para alimentação, por parte das populações residentes nas proximidades das zonas de conservação.

“Um dos programas que a BIOFUND apoiou foi o pagamento de salários de todos os agentes das áreas de conservação durante o período em que as estâncias turísticas não faziam receitas. No sector privado a situação era tal que muitos poderiam ser despedidos”, explicou.

Por sua vez, a ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze, manifestou o seu orgulho por fazer parte das nações que lutam pela preservação do ambiente, o que permitiu alavancar as acções das áreas de conservação no país.

Segundo a ministra, em Moçambique as áreas de conservação ocupam cerca de 25 por cento do território e incluem parques nacionais, reservas, cotadas oficiais, áreas de conservação comunitárias, áreas de protecção ambiental, fazendas de bravio, santuários, entre outras categorias, o que constitui um ganho para o país e o continente.

Apesar dos ganhos, Maibaze lamentou o défice na meta relativa a conservação marinha.

“O país continua deficiente no alcance da meta relativa a 10 por cento das áreas de conservação marinha, tendo até ao momento alcançado mais de 2,7 porcento”, disse.

Durante os três dias de debates, que reúnem 16 países africanos, serão debatidos assuntos ligados a disponibilidade de recursos para protecção e conservação por parte dos governos africanos, como é que as reservas nacionais podem contribuir para a gestão dos fundos, e até que ponto estes fundos contribuem para protecção das espécies.

O encontro tem também, como objectivo, a partilha de conhecimentos, troca de experiências e discussão de mecanismos de financiamento da conservação e oportunidades em África.

A BIOFUND é uma instituição financeira privada cujo objectivo é financiar a conservação de espécies protegidas por lei.

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