O Artista Deve Trascender as Fronteiras do País

O Artista Deve Trascender as Fronteiras do País

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Esta é a resposta que o  artista plastisco moçambicano Datinho simon dá sempre que é questionado se acredita que é possível viver da arte em Moçambique. Datinho apela para exportação das obras artísticas citando Morreira Chonguiça “Moçambique não é uma aldeia, faz parte da aldeia global”, daí que ao produzir uma obra, fá-lo sempre com a pretenção de que esta seja universal. Datinho acrescenta ainda que vê as obras como um hamburguer que leva as pessoas a um take away, isto é, o artista deve trabalhar de forma que as pessoas notem a indispensabilidade do seu o produto.

Datinho que tendo constatado que não tinha talento  para práticas desportivas, ingressa para as artes, sob mentoria de um amigo chamado Zeidine que na altura era pintor gráfico. Começou  como artista gráfico, passou pelos quadros, e formou-se em artes visuais no Instituto Superior de Artes e Cultura. Actualmente.

Com cerca de 11 anos neste ramo, o nosso artista afirma que vê a arte como algo que todo ser humano precisa para lidar com todas as adversidades da vida.  Para além de ser membro do Nucleo de Arte, ter obras na Galeria Arte de Gema no Super Marés, Datinho já participou em exposições promovidas por várias instituições, e actualmente para além de estar a preparar a sua exposição, está sempre atento aos eventos da sua área de interesse.

Recorrendo ao poeta alemão Rainer Maria Rilke que afirma: “se me proibissem de escrever, cometeria suícidio”, Datinho desperta aos artitas sobre a necessidade de produzir de forma incessante, independentemente do governo estar ou não a cumprir com o seu papel no que diz respeito as artes. Até porque tal como Malangatana, o nosso artista não pinta apenas para agradar a comunidade, mas também porque causa-lhe um prazer que não vai deixar de procurar lugar para se satisfazer caso o Governo não faça o que deve fazer.

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